quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Baú de OSTs | Eliana - A Força do Mestre (Pokémon, 2000)


E aí que eu to desde o mês passado sem atualizar essa coluna, pois... Por que mesmo eu parei de atualizar isso aqui? Bom, tanto faz.

Na edição passada, relembramos as meninas do Puffy Ami Yumi fazendo um pacto com a Cartoon Network e lançando uma das melhores OSTs para um desenho ocidental de todos os tempos. Dessa vez, voltamos a falar de animes, mas aqui no nosso quintal, com a idol definitiva dos anos 90/2000 soltando um single inédito para aproveitar o hype como pouca gente fez por aqui.

Confiram o clássico atemporal A Força do Mestre, da Eliana...



Antes de tudo, uma opinião impopular: os anos 90 (e a primeira metade dos 2000) na TV aberta aqui do Brasil foram uma coisa bem louca, que desperta nostalgia em muita gente que foi criança na época, mas que, felizmente, já foram superados. E, em tempos de internet, serviços de streaming e downloads, não sinto qualquer falta.

To falando isso, pois sei que tem uma galera mais nova que acompanha as bostas que escrevo aqui no blog, que comumente é exposta à posts e canais no YouTube que colocam esse período como o melhor de todos. Uma bobagem. Para vocês terem noção, "programação infantil" era sinônimo de apresentadoras gostosas usando pouca roupa, rebolando com músicas Pop retardadas em atrações extremamente longas, de baixo custo e com sei lá quantos desenhos animados exibidos sem qualquer preocupação em continuidade - algo herdado da década de 80.

Olhando agora, de maneira distanciada, me parece engraçado pelo fator trash, mas não é como se eu quisesse voltar vinte anos no passado para vivenciar isso novamente.

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Foi nessa virada aí de década/milênio que a Record resolveu comprar os direitos de exibição de Pokémon aqui pro Brasil, ignorados pela Globo e pelo SBT. Uma jogada de sorte, já que o anime e a franquia da Nintendo/Game Freak estava estourando lá no Japão e começava a dominar lentamente a cabeça da molecada no resto do planeta.

A primeira temporada estreou no programa "Eliana & Alegria", um dos duzentos milhões que a Eliana teve na emissora. Em pouco mais de um ano, a febre já estava instaurada aqui, com todo mundo querendo entender que porra maluca era aquela. Um mundo ultratecnológico onde os animais eram criaturas místicas com super poderes, que batalhavam, entravam em bolas, tinham tipos diferenciados e tudo mais.



Tazos, camisetas, CDs, bonequinhos de camelô, albuns de figurinhas, chicletes, balas, biscoitos recheados... Deve ter rolado de TUDO em produtos dos Pokémons (sim, eu coloco o esse no final, to nem aí) no Brasil. E a Eliana, que não é boba nem nada, obviamente tirou a fatia dela nesse filão.

Dando uma contextualizada, lembram que eu disse que o conceito de programação para crianças era equivalente à gatas que cantavam música Pop apresentando programas? A Eliana foi uma das maiores entre elas - perdendo em relevância só para a Xuxa (?). É que era muito comum que essas meninas lançassem álbuns e mais álbuns com musicas Pop infantis de letra fácil (em geral, regravações), fizessem turnês por aí e tudo mais. Elas eram... Idols. Sem tirar nem por.

Para surfar na onda pokemaníaca (segura essa gíria datada), a loira decidiu incluir duas faixas baseadas na animação no LP que ela lançaria no ano 2000: "A Força do Mestre", ali em cima, e a tosquíssima e justamente ignorada por todos "A Força do Raio":



Mas esqueçamos esse treco chato e sonolento e foquemos na farofa tosca e datada sobre se tornar um mestre pokémon.

O single foi escrito pelos letristas Antonio Luiz, Nil Bernardes e produzido pelo compositor Guto Graça Mello. Todos esses aí são nomes responsáveis por uma porrada de hits pegajosos lançados por artistas Pop aqui no Brasil, além de trilhas de novelas e filmes. Então, é justificável a melodia ser tão agradável e semelhante à tantas outras coisas já feitas, além da letra ser genuinamente feita para grudar e ser facilmente reproduzível.

"A Força do Mestre" não teve qualquer ligação oficial com a marca Pokémon, mas por um tempo, acabou fundindo-se ao tanto de coisas ligadas ao desenho em seu auge, ficando como uma boa memória trash daquele período.

Quer dizer, como esquecer do inigualável live dela no Sabadão Sertanejo, com várias strippers molhadas rebolando enquanto todos cantavam um tema infantil?


Um clássico na história televisiva brasileira

Enfim, não achei números oficiais sobre a venda ou alcance do single, mas o álbum homônimo que ela soltou com essa faixa naquele mesmo ano bateu 200 mil cópias, um ótimo número pra época.

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Capa em qualidade altíssima
E a contribuição da Eliana para o cancioneiro otaku popular não parou por aí, mas falaremos disso mais para frente.

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E esse foi o baú de osts dessa semana. Na próxima, vamos relembrar um grande sucesso dentro do mundo dos tokusatsus. Se preparem, otacos mais velhos... \o\

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