quinta-feira, 24 de agosto de 2017

DIA continua sendo um dos grupos mais desinteressantes da atualidade com 'Can't Stop'


Na última raspa semanal, comentei que achava o DIA um dos piores girlgroups da atualidade, que não conseguia pensar em nenhuma música realmente memorável vinda delas, que eram um grupo sem a identidade assinada pela MBK naquilo de misturarem trot com italo disco e EDM, sendo apenas a repetição incansável da fórmula white aegyo que vem enchendo o saco do final de 2014 pra cá.

Porém, uma faísca de esperança se acendeu quando, de modo a divulgar o mais recente mini delas, "Love Generation", o grupo soltou dois pré-releases verdadeiramente bacanas através de suas subunidades, com instrumentais interessantes, atendendo todos os requisitos necessários para lançamentos do tipo. Imaginei que esse poderia ser o ponto de virada do grupo e que o lead single do EP seria a melhor coisa já feita por elas, finalmente lhes jogando os holofotes que elas tanto buscam.

Mas aí Can't Stop saiu e tudo foi por água abaixo...



G-Friend.

E eu nem vou ser escroto de falar que isso está ruim, ou mal feito, ou qualquer coisa dessas. "Can't Stop", no que é esperável para um número desse tipo, está bacana. O instrumental ~bonitinho~ está lá, com uma melodia agradável, elementos que trazem brilho, rola até um peso correto, com a guitarra em evidência, principalmente na bridge e após ela.

E também não serei tosco de falar que isso aí é um ~plágio descarado~ de G-Friend, indo não só da assinatura sonora delas até a estética pueril escolar do vídeo, já que estamos no K-Pop e usar originalidade como argumento é algo até impensável.

Mas a real é que bate aquele ranço disso tudo. Eu totalmente entendo a tática da MBK em apostar nisso, pois é o que anda colando nesse momento. É só pensar nos lançamentos dos grupos femininos deles entre o final da década passada e a primeira metade dessa. A assinatura do T-ara deu certo, então eles a repetiram várias vezes em tudo mais que saiu à época. Só que eu não consigo olhar para o DIA e esboçar qualquer empolgação. É como se elas, simplesmente... Não existissem.

Trocentos outros grupos femininos vieram com essa mesma proposta nos últimos tempos. Os que deram certo comigo, foram os que acrescentaram um tempero a mais nessa fórmula idol nipônica que, imediatamente, remetiam tais músicas em minha cabeça como suas:



Lovelyz tem aquilo de synthpop setentista que fica no linear exato entre o elegante e o bisonho...



Oh My Girl tem essa veia mais etérea...



E as já citadas G-Friend costumam usar elementos de peso maior, com guitarra, bateria e demais instrumentos se sobressaindo por cima da base eletrônica. O DIA repetiu isso muito bem, mas cacete, pra que eu vou me importar em escutá-las quando eu tenho o produto original disponível?

Enfim, dois álbuns, três mini-álbuns, zero importância.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...