sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Em 'Where Are You?', CLC vira um grupo aegyo melancólico cantando ballad 80s


O CLC sempre foi um dos grupos mais qualquer coisa debutados no cenário coreano mais recente. Nem ruim, nem bom, apenas qualquer coisa. Entre 2015 e 2016, elas lançaram quatro mini-álbuns e, pra ser honesto, eu não faço mais ideia de como soam tais músicas contidas neles, pois as mesmas não me despertaram qualquer reação positiva ou negativa, tamanha a falta de qualquer coisa que as diferenciassem de todo o resto e as tornassem minimamente memoráveis.

Isso mudou no início de 2017, com a Cube, talvez por insatisfação para com a (falta de) resposta do público quanto ao grupo, decidindo transformar as sete no novo 4MINUTE da empresa, pegando o mesmo estilo sonoro que mescla Pop eletrônico com Hip Hop, repaginando seus visuais, colocando mais atitude em suas coreografias e lhes conferindo uma linguagem corporal mais arrogante (num bom sentido), resultando no Crystyle, um dos melhores EPs desse ano.

Mas não adiantou nada. Pelo menos, não num primeiro momento, já que o mini e o single, "Hobgoblin", ficaram na média de vendas naturais delas. Não foi um fracasso, mas não foi o comeback que catapultou a posição delas no ranking de girlgroups atuais.

Então, agora elas são white aegyo cantando uma ballad 80s melancólica num vídeo de 5 reais. Confiram o MV de Where are you? e já conversamos...



É... Vamos por partes.

Musicalmente, "Where are you?" me agrada bastante. As influências oitentistas são realmente interessantes e algo que não costuma rolar com muita frequência em releases coreanos. Quando as Wonder Girls lançaram o sensacional "Reboot" (ainda preciso escrever uma resenha sobre esse hinário) em 2015, cheguei a achar que o estilo pegaria e mais grupos apostariam em tal sonoridade. Mas não rolou.

Interessantemente, decidiram trabalhá-la como uma balada, algo arriscado num momento do ano onde todos estão apostando em farofas que possam grudar e se tornar o hit ensolarado da estação. Particularmente, eu acrescentaria mais algum outro elemento aqui e ali, como um solão de guitarra, ou um coral, para trazer mais peso à produção, mas ai já é questão de gosto mesmo. Dentro do que é proposto, o instrumental é bem executado, a melodia é boa e a interpretação vocal delas, apelando para a melancolia, é bem coerente.

É tudo questão de comparação:









Não sei se é o tipo de coisa que me dará vontade de escutar todos os dias, mas achei essa uma faixa competente e de fácil assimilação para o estilo. O problema é outro...




O que me incomoda mesmo é essa porra desse visual aegyo virginal e atitude confusa da parte delas, olhando pra câmera como se a alma delas tivesse sido sugada. Essa merda com tendências pedófilas é um câncer e já deveria ter deixado de existir há tempos, bicho, que doença miserável.

Seria muito mais bacana ter elas com essa mesma música, mas estilizadas apropriadamente, com roupas que remetessem aos anos oitenta e ícones visuais puxados para isso. Assistir o MV quase tira todo o brilho que a música poderia despertar, pois ele não só não casa com a proposta levada em som, como deixa claro o desespero para fazê-las serem aceitas, mesmo que apelando para essa demência intragável infantiloide.

Enfim, foi um comeback musicalmente bom, com um lead single diferente do resto no cenário e um mini com faixas que não conversam entre elas de maneira alguma, mas isoladas soam bacanas e divertidas de serem escutadas. Ainda prefiro mil vezes elas como girl crush, "Hobgoblin" é uma title superior e o "Crystyle" tem album tracks ainda melhores, mas, é, foi um bom comeback.


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