sexta-feira, 5 de maio de 2017

TOP 40 | As melhores faixas do J-Pop em 2015 (10ª até 01ª)


E chegamos ao fim da lista com as quarenta melhores faixas do J-Pop lançadas em 2015, encerrando também a trinca de tops aqui do blog, que começou relembrando as mais tocadas (em meus fones de ouvido, claro) em 2014, dando uma pincelada na cena coreana do ano seguinte e já partindo para 2016.

Em ordem anual, as posições mais altas dos pódios capopeiros foram ocupadas, respectivamente, pela loucura sônica do F(x) em "Red Light", pelo swag das 4MINUTE em "Crazy" e pela Luna libertando meu corpinho em "Free Somebody". Na terra do Goku, ficamos com FEMM fodendo garotos e ganhando dinheiro, um espaço vazio e AOA batendo racha com o T.M Revolution em "Give Me The Love".

Finalmente esse buraco na cena nipônica de dois anos atrás será coberto agora, e finalmente também o meu toc poderá descansar em paz, permitindo que eu (olha o jogo de palavras) toque outros projetos aqui no blog. Preparem-se para descobrir quem foi melhor que todo mundo em um maravilhoso top 10 onde, ao menos, METADE das faixas são guilty pleasures meus fodidos... *0*

10º) YOUNG JUVENILLE YOUTH - ANIMATION


Momento hipster do top. Há algo sobre a estranheza do videoclipe de "Animation", com a cabeça da vocalista do grupo reproduzida digitalmente virando lentamente pra lá e pra cá enquanto coisas bizarras acontecem, que o torna um dos meus favoritos... Da vida. Somem isso ao fato da canção por trás ser um número eletrônico de verdade e não só um Pop com elementos eletrônicos, com diferentes camadas, todo um minimalismo bem pesquisado e executado e, BOOOM, temos aqui o meu décimo release japa favorito de 2015. Fun fact: a chefe da redação que eu trabalhava, ao me ver assistindo esse vídeo, esboçou uma das caras de WTF mais engraçadas da minha vida, reprisada iconicamente no ano seguinte, quando me pegou assistindo o clipe de "Chupacabra", do Wednesday Campanella...


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09º) E-GIRLS - DANCE DANCE DANCE


É assim que se faz um refrão! É irônico que "Dance Dance Dance", que é justamente a música que menos se aproxima dos tais dois conceitos fechados do E-Girls, seja a minha favorita em toda a discografia delas como um Megazord completo. É interessante também o modo como os produtores responsáveis por isso aqui conseguiram respeitar as inspirações buscadas naquele Jazz-de-cabaré e no Funk de uma maneira coerente, mas ainda assim fazer com que a música soasse atual. Todas as meninas da linha vocal estão cantando formidavelmente, as da linha de dança também mandando muito bem, a estética do clipe está ótima, Shuuka está deslumbrante também, viu. Te amo, Shuuka... <3


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08º) KYARY PAMYU PAMYU - MONDAI GIRL


Lembram que na parte anterior desse top eu havia comentado que a música "8-Bit Boy", da Natsume Mito, teria ficado bem melhor caso gravada pela Kyary Pamyu Pamyu? Bom, é exatamente isso que temos aqui. "Mondai Girl" é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores destaques da carreira da Kyary. No plano auditivo, temos o Nakata construindo um pancadão explosivo usando a sonoridade de arcades e moldando-a com uma carga dramática exageradamente dramática, fazendo com que tudo se pareça com uma final boss de algum RPG de Game Boy Color. No plano visual, temos Kyary mais fumada do que nunca, misturando realidade virtual, triângulos, soft porn censurado japonês e cosplay da Astronema, vilã de Power Rangers no Espaço. Eu honestamente não consigo não rir quando chega em 40 seg e começa a coreografia da mãozinha. Saudades...


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07º) MORNING MUSUME - AN ADOLESCENT BOY IS CRYING


Opinião impopular: "An Adolescent Boy Is Crying" é a minha música favorita do Morning Musume nessa década. E por um motivo que deixará os fã mais xiitas e que ficam gourmetizando o grupo pela internet de cabelos em pé: pois é tão ruim, mas tão ruim, que faz a volta e fica boa. Ou seja, É O MORNING MUSUME FAZENDO O QUE FAZ DE MELHOR!!!1! Porra, em 2015 ninguém mais usava dubstep, ai o H!P vai e cria uma faixa TODA com isso, e com o autotune no talo, deixando todas as meninas soando como robôs pós-apocalípticos que irão devorar nossa alma, e com uma letra motivacional engraçadíssima, e um videoclipe ~místico~ épico, disfarçadamente mostrando o quanto as novatas lá se foderam ao entrar no grupo representando isso com elas em um trem fora de controle. É por esse tipo de besteira trash que vale a pena acompanhar o Morning Musume...


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06º) LADY BABY - NIPPON MANJU


Falando em besteiras trash, Lady Baby <3 Falando sério, se vocês não gostam disso aqui, saibam que estão totalmente errados. Ou vocês estão levando a música Pop oriental com uma seriedade equivocada, ou os seus parâmetros do que é ou não diversão estão muito distorcidos para que qualquer coisa lançada nesse nicho seja compreendida corretamente. "Nippon Manju" é uma tosqueira ma-ra-vi-lho-sa, com um vocalista de heavy metal australiano travestido de empregada se juntando à duas pirralhas idol fofinhas para cantar sobre os produtos de exportação japoneses enquanto, na maior cara de pau, divulgam uma loja de fantasia. E para melhorar, a música é REALMENTE boa, instrumentalmente pesada, com uma letra divertida de acompanhar, um refrão grudento. Um dos maiores momentos de 2015...


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05º) SHEENA RINGO - KAMISAMA, HOTOKESAMA


Não sei se já falei isso aqui, mas a Sheena Ringo deve estar entre os meus, sei lá, três artistas nipônicos favoritos da vida. Amo o trabalho dela solo, com o Tokyo Jihen e como tudo isso acaba se misturando no final das contas. Então, não há qualquer surpresa em imaginar o quanto eu pirei com o double-A-side que ela lançou há dois anos, com ambas as canções trazendo toda a riqueza instrumental e lírica de seus releases da década passada e, ainda assim, mantendo um apelo Pop admirável e atual. No caso, o primeiro deles, "Kamisama, Hotokesama", é ridiculamente pesado, sendo um Pop/Rock com influências de Jazz na maneira como vários ganchos e mini-diferenças de andamento são adicionadas, além de uma certa cara mais folclórica e quase sobrenatural trazidas pelo Enka e pelo uso de instrumentos tradicionais da cultura japonesa. Tem como não se empolgar com os momentos finais grandiosos dessa faixa? Melhor j-véia mesmo...


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04º) CRAYON POP - RA RI RU RE


O outro single inédito apenas para promoções na terra do sol nascente do Crayon Pop está pé a pé em qualidade com outros hinos weird já lançados pelo grupo, como "Bar Bar Bar", "Bing Bing" etc. A base sonora de "Ra Ri Ru Re" parece ter sida tirada de algum jogo de Atari e, só por isso, a faixa já me conquistaria com certa facilidade. Entretanto, ela ainda vai mais fundo, com uma letra MUITO pegajosa, uma melodia ridiculamente fácil de gravar e reproduzir e toda uma aura que é fofa, mas de uma maneira bizarra como só o Crayon Pop consegue ser. Somem isso ao MV excelente, que mostra que uma ideia bem bolada é insanamente superior a um orçamento grandioso e pronto, temos um dos maiores destaques do ano. Uma pena a Pony Canon não ter investido mais pesado na imagem delas por lá, com mais releases inéditos e uma promoção um pouco mais trabalhada, talvez essa fosse uma boa opção de mercado agora que a marca delas quase que desapareceu na Coreia do Sul. Agora, chega de choro, vamos ao tão esperado pódio...


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03º) GESU NO KIWAMI OTOME - WATASHI IGAI WATASHIA JA NAI NO


Eu falei muito nas duas partes anteriores dessa lista sobre o quanto 2015 foi um grande ano para o Gesu No Kiwami Otome, sobre o quanto eles conseguiram aperfeiçoar uma fórmula sonora servindo de molde para que diferentes - e boas - músicas fossem lançadas, sempre com a assinatura sonora da tal mistura de um andamento jazzístico com Rock, elementos do folclore nipônico e da música negra norte americana. De tudo o que eles mostraram naquele ano, o grande ápice foi "Watashi Igai Watashia Ja Nai No", o momento mais Progressivo de tal era do grupo. Céus, que música boa. Gosto de absolutamente tudo nela, de todos os momentos diferentes que surgem na backtrack, de cada oportunidade dada para que os instrumentos tenham o seu brilho mesmo que por poucos segundos, do piano extremamente melancólico em maior evidência, da voz de gás hélio do vocalista, de tudo. Não são raras as vezes em que me pego involuntariamente cantarolando diferentes momentos da melodia no meu dia a dia. É tudo tão harmônico e perfeito, mas ainda assim sujo e interessante. Por mais coisas assim nos próximos anos, Japão...


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02º) WEDNESDAY CAMPANELLA - MEDUSA


"Medusa" é, na minha opinião, não só a melhor música do Wednesday Campanella em 2015, mas a melhor do trio em todos os tempos. O começo com os "eeeeeeeeeeehh" já explodindo sonicamente em nossos ouvidos, dando logo lugar para que o baixo surja com acordes gravíssimos e a guitarra faça a contrapartida mais alta, dando à canção toda uma pegada mais funkeada que fica maravilhosa com o vocal distorcido da KOM_I e torna o break de House ainda mais sórdido em seu final, já fazendo o gancho para a segunda parte da faixa, que aumenta ainda mais a animação, é de tirar o fôlego. Não consigo pensar em nenhum número de música eletrônica lançado em 2015 melhor ou que, ao menos, se aproxime do que "Medusa" proporcionou. É como se o Wednesday Campanella tivesse a receita de uma magia negra que penetra com força no cérebro e a utilizasse através de sua música para colocar uma vontade louca de sair dançando por ai instantaneamente quando escutada. Sugar, minha gata de estimação que odeia humanos, começa a dar umas piruetas e abrir uns espacates toda vez que dou play aqui, é uma coisa de louco...


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01º) SHEENA RINGO - NAGAKU MIJIKAI MATSURI


O que esperar de alguém de fora cantando aquele tipo de Samba/Jazz feito como trilha para representar o Brasil em filmes gringos onde o Rio de Janeiro, a Amazônia e a Bahia ficam um do lado do outro? E se, apenas pela sacanagem, esse alguém fosse lá e enfiasse vários efeitos eletrônicos na voz, de maneira exagerada e incômoda, para ela fique mais robótica que a de um Vocaloid? Bom, nisso ai, a Sheena Ringo conseguiu a minha faixa favorita de 2015. Essa "Nagaku Mijikai Matsuri" é tão empolgante que é quase impossível que o seu corpo fique indiferente enquanto ela começa a tocar. Ela inicia pequena, mas vai evoluindo até chegar no refrão, só para mudar de direção nos versos seguintes e partir prum batuque violento e, depois, voltar a explodir e, novamente, desacelerar numa Bossa Nova jazzística excelente que leva até um final épico. Duvidam? Confiram ela com o apoio visual desse vídeo, onde uma japinha psicopata prende o namorado numa banheira, tortura ele e sai para dançar como se não houvesse amanhã. A vontade que dá é fazer tipo ela no final, se requebrando toda no meio do matagal. Solta logo um álbum novo, Sheena, eu não aguento mais esperar...


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[40-26] [25-11]

E é isso ai. Uou, que alívio em soltar esse post, que estava engavetado aqui desde novembro (?) do ano passado. Se vocês quiserem dar uma olhada na versão capopeira desse top, cliquem no link ai em cima e provavelmente passem raiva comigo ignorando suas favoritas e incluindo nomes como iKON e Jay Park na lista. Vocês podem fazer o mesmo com os dois outros anos e com as duas primeiras partes desse aqui.

Não sei se continuo regredindo no tempo e preparo posts com lançamentos de 2013, 2012 em diante nesse momento, pois to com algumas outras ideias de projetos longos aqui pro Esquadrão Lunático, além de já terem os quase que semanais reviews de álbum, anime etc., então dedicar tempo para isso por agora meio que me atrapalharia. Mais pra frente, vejo isso.

No mais, deixem ai suas opiniões, sugestões e xingamentos abaixo. Nos vemos num próximo post.. ;)

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