domingo, 7 de maio de 2017

ANIME REVIEW | Spiritpact (2017)


Pra falar a verdade, eu nem ia me dar ao trabalho de escrever sobre Spiritpact aqui no blog, pois ele acabou não atendendo nenhum dos dois requisitos mínimos que tenho em minha cabeça na hora de escolher o que virá ou não pauta. O primeiro, ser ligeiramente famoso, causar impacto no nicho. Ou, o segundo, ser ridiculamente bom e eu acreditar que mais pessoas deveriam ter contato com ele. O problema é que ele não só quase que passou despercebido, como pouco se aproxima do que eu considero aceitável para esse tipo de série.

"Mas Lunei, seu tosco que não é aceito na panelinha de blogueiros otacos, pois fala palavrões demais em seus textos, então por que você sequer começou esse post?", vocês devem estar se perguntando nesse momento. E a resposta é a mais simples possível: não gastei horas da minha vida assistindo um desenho meia bomba para depois não aproveitar e angariar alguns views nem nada.

Então, cliquem ai no "continuar lendo" para me ver num amálgama entre o cara que chuta cachorro morto e o cara que tem o péssimo hábito de insistir em coisas ruins achando que elas irão melhorar... VÁRIAS INDIRETAS NESSE PARÁGRAFO


Lembro que em janeiro eu falei que, mesmo com recursos escassos e mesmo requentando a fórmula shonen à risca, eu até achei "Spiritpact" razoavelmente divertido e, provavelmente, ele seria um dos meus grandes guilty pleasures desse ano. Ao terminar de assistir, notei que não foi bem isso.

É provável que tal esperança tenha vindo do que ocorreu ano passado com o ótimo Reikenzan, também feito com a impressão de poucos gastos, também baseado numa novel chinesa, mas que deu uma guinada em qualidade conforme os episódios foram passando, me envolvendo na narrativa de maneira impressionante e fazendo com que eu desejasse consumir mais e mais daquele universo.

Com "Spiritpact", apenas me bateu uma triste sensação de desperdício de tempo.


Em mais uma das minhas sinopses recheadas de má vontade, basicamente, um garoto morre, um protagonista fodão com poderes espirituais elevadíssimos o convida para assinar um pacto com ele, o tal poderosão tem um passado misterioso em uma família bastante antiga e especializada em cuidar de problemas paranormais, tem uns vilões meio bizarrinhos e várias inserções do folclore oriental.

Como eu disse, é a cartilha básica de shonens. E enquanto eu não me incomodo tanto com tais conceitos sendo reciclados e servidos pra mim novamente como troços inéditos (ou eu não adoraria "My Hero Academia", por exemplo), quando isso é feito de maneira que o resultado final parece o esboço de um fanfic escrita por um adolescente de 13 anos, não tem como eu defender.


Lu-chan, tsundere do survival show "A Fazenda", me representa nesse momento...

Até temos um certo aprofundamento em alguns conceitos daquele universo, do papel de cada integrante ali, da cultura mística onde estão inseridos e tudo mais. Inclusive, a mensagem de que o verdadeiro problema do mundo são os humanos e não os espíritos ruins é bem válida e condizente com a trama politico/familiar ocorrida no clã dos protagonistas. Mas a trama pouco engrena, mesmo com uma cama folclórica que poderia ser usada de maneira interessante ao longo dos episódios.

Os diálogos são fracos, as cenas de ação são esquecíveis, alguns personagens surgem do nada e são apresentados como extremamente importantes para a trama, mas acabam por desaparecer logo em seguida, ou mesmo tendo seus níveis de poder diminuídos ou aumentados de maneira gratuita. As soluções narrativas encontradas para lidar com os problemas são muito aleatórias e mal explicadas.

Não sou de criticar o trabalho dos animadores e finalizadores, pois não tenho qualquer conhecimento sobre o assunto e não curto falar do que não entendo. Porém, mesmo eu preciso admitir que não há um trabalho muito elaborado aqui, com poucos frames e uma certa ausência de detalhes nos cenários. Não chegaria a incomodar caso o roteiro fosse forte e coerente, mas não é bem esse o caso.


E isso tudo é uma pena, pois poderíamos aqui ter o grande anime "ruim/bom" da temporada. Não sei se vocês estão familiarizados com esse conceito que costumo utilizar quando falo de música aqui no blog, mas coisas que são ruins/boas são aquelas que não tem a pretensão de serem vanguardistas, não seguem fórmulas muito inovadoras e nem possuem técnicas realmente respeitáveis, mas que acabam divertindo mesmo assim no fim das contas.

Logo, a minha avaliação interna para uma obra do tipo não precisaria ser tão rigorosa quanto foi com, por exemplo, Youjo Senki, que claramente apresentava pretensões de ser melhor do que foi, mas terminou sendo "bom/ruim" em vez de "bom/bom".

"Spiritpact" foi só "ruim/ruim". É, lamentável.

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