sábado, 29 de abril de 2017

ANIME REVIEW | ēlDLIVE (2017)


Olá, pessoas que gostariam que as vozes que ressoam em suas cabeças estivessem vindo de algum tipo de alien superpoderoso, mas na verdade são apenas loucas de pedra. Como estão? Espero que bem.

Como vocês já sabem, antes de começar a me aventurar pelos lançamentos dessa mais recente temporada de primavera, tenho usado esse espaço para destacar alguns dos animes que mais me chamaram atenção desse início de ano. E eu sei que muitos de vocês preferiram dedicar seus tempos à produções ligeiramente mais ~densas~, mas a real é que o que mais me agradou do inverno japa foram os desenhos com um apelo mais voltado à diversão.

Então, não se espantem com o fato de eu dedicar mais um post inteiro para resenhar ēlDLIVE mesmo que quase ninguém tenha lhe dado a devida atenção...



E isso de não receber a devida atenção por aqui é baseado apenas no que vi de comentários de blogs de colegas, outros blogs que acompanho, em fóruns, Twitter e demais mídias sociais. Ou melhor, baseado na falta de comentários mesmo.

A verdade é que, pelo que venho observado, há uma certa má vontade por parte da otacada da nova geração - e também dos velhos - em dar uma chance à produções que tenham na diversão o seu norte mais forte. Não é a toa que desenhos como "Yokai Watch" e os mais recentes de "Pokémon" acabam recebendo comentários mais ácidos, com alegações como "falta de profundidade", "falta de seriedade" e "demasiada infantilização". Tudo besteira de pessoas que não conseguem admitir que gostam de algo planejado para uma faixa etária menor a que elas fazem parte.


E ai que "ēlDLIVE" está mais ou menos nessa vibe, sendo não só algo que agradaria a molecada ali entre 11 e 14 anos, como quase uma ode a todo o movimento televisivo nipônico que estourou décadas atrás.

Calma, vou explicar. Aqui, todo o formato de desenho e roteiro é calcado em produções animadas dos anos 80 e 90. Os exageros propositais nas reações dos personagens estão lá, os episódios que meio que se resolvem neles mesmos também, assim como os "monstros do dia" totalmente inusitados, segundos especialmente separados para "transformações" dos heróis e uma certa loucura em adicionar vários ícones e elementos em tela, tudo lá.

É quase como uma versão 2017 - e num Sci-Fi espacial - do que "Viewtiful Joe" e "Slayers" foram em suas respectivas épocas. Aposto que, se passasse na TV aqui, faria sucesso. Não sei se em alguma emissora aberta, pois não enxergo mais espaço para animes em tais canais, mas bem que poderia fazer um barulhinho numa Cartoon Network ou Disney XD da vida.


Bolando outra de minhas sinopses toscamente genéricas e pouco aprofundadas, temos um menininho que escuta uma voz em sua cabeça descobrindo que, na verdade, carrega em seu corpo um alien que pode lhe dar poderes mágicos, que a Terra é frequentemente invadida por extraterrestres e que há um tipo de "polícia espacial" em volta do planeta, que o recruta para ajudar a colocar as coisas no eixo.

Ele passa a fazer parte desse serviço policial e vive várias aventuras com sei lá quantos personagens icônicos e vilões exageradamente caricatos.


Eu poderia aqui citar vários dos clichês repetidos nele, assim como algumas outras coisas que sei que boa parte de vocês que resolveu dar uma olhada no anime quando ele foi lançado devem ter considerado como defeitos, mas bem foram esses troços todos ai que me fizeram amar "ēlDLIVE".

Sim, ele ser uma criação nova (o mangá que deu origem saiu em 2013) que retoma o espírito de antigamente, exagerando nas caricaturas, ampliando os clichês, me agradou demais. Talvez por eu ser velho e isso me remeter ao que eu assistia quando criança? Talvez. Mas já deve ser de senso comum que o nosso gosto é moldado pelo que vivemos ao longo dos anos.

Há um pouco dos já citados "Viewtiful Joe" e "Slayers", há um pouco de outros animes espaciais, como "Tenchi Muyo" e "Space Dandy", até de alguns magical girl shoujos, como "Sakura Card Captors" e "Sailor Moon", mesmo sendo um shonen.


Alguns animes me atraem pela construção misteriosa da trama, alguns por explorarem temas inusitados, outros pela riqueza metafórica. Falarei de cada um desses exemplares em posts futuros, mas nenhum deles me colocou um sorriso de satisfação tão largo no rosto quanto "ēlDLIVE".

Logo, não há o que reclamar. Pelo menos, não para mim.

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