sexta-feira, 3 de março de 2017

TAG BEBOP: tudo (ou quase) sobre o meu gosto por animes


E ai que eu estava dando uma olhada nos posts recentes de meus colegas da blogosfera fundo de quintal e me deparei com uma tag reproduzida pelos caras do Divisão Paralela aqui e aqui que acabou por chamar a minha atenção e, vejam só que millennial, me deu vontade de participar.

Nela, a Thais Lara, autora do blog Nave Bebop e criadora da tag (vejam o post dela aqui), baseada em questões de um livro de Jazz e MPB que estava lendo, resolveu bolar algumas perguntas para extrair um pouco de seu gosto por animes, focando em estilos de obras, autores e etc.

Costumo ser péssimo nesses troços, pois me vejo bem mais tranquilo perguntando numa apuração que respondendo. É um mal de jornalista? Tomara que não piore quando eu me formar. Porém, me esforcei ao máximo para recordar o tipo de animação japa que me agrada atualmente e me satisfez ao longo dos anos. Espero não ter esquecido muita coisa.

De qualquer forma, cliquem ai para continuar lendo e me vendo pagar de 9nho-que-faz-tag como se eu fosse o Adriano do TMOM... *o*

Qual anime mudou sua maneira de ver o mundo?

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Não sei se algum anime realmente mudou a minha visão sobre como é o mundo ou a sociedade, mas acho que o que mais se aproximou disso foi "School Days" (2007). Naquela época, eu já tinha uma certa ideia da misoginia que impera na sociedade japonesa e começava a ter conhecimento sobre a pressão que as pessoas de lá sofrem para que qualquer coisa relacionada com sexo e sexualidade sejam colocadas numa prateleira de vergonha e segredo. Entretanto, nada havia me preparado o suficiente para toda a perversão colocada nessa história bizarra.

A animação, que vem de uma novel de mesmo nome, fala de um moleque que, pelo simples fato de uma menina se apaixonar, desperta uma histeria erótica em várias outras garotas da escola. A maneira que isso é mostrado, com as meninas se traindo, armando umas com as outras e se colocando nesse papel de fantoches sexuais apenas para atrair a atenção desse cara, é quase que enojadora. E o nojo se torna ainda maior ao imaginar que a repressão faz com que os garotos por lá acabem tendo esse tipo de fantasia a ponto de planejarem produtos de entretenimento para que elas sejam atendidas.

Isso acabou reforçando um punhado de opiniões negativas que eu já tinha lá da terra do Goku. Então, de certa forma, mudou um pouco minha maneira de ver o mundo.

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Que obra você detestou à primeira vista e passou a venerar depois?

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Não tenho nenhum caso recente para responder isso, pois é bem difícil que, após eu não curtir um anime, eu lhe dê outra chance. Eu costumo dar um corte de três episódios. Se não me prender, deixo de lado e não consumo mais. Então, vou ter que voltar bastante no tempo para essa resposta: Digimon.

A real é que, no início dos anos 2000, eu totalmente fiz parte da polarização Pokémon x Digimon que rolava entre a criançada da época, ignorando quase que por completa a primeira exibição do anime na TV Globinho apenas por, em minha cabeça jovial, aquilo ser uma imitação barata de Pokémon.

Felizmente, isso não durou muito e eu virei um digifã nato, comprando Cheetos para colecionar os sei lá quantos tazos lançados, as revistas oficiais e tudo mais que encontrasse. Ainda hoje, as quatro primeiras temporadas do anime estão entre as minhas favoritas da vida e, anualmente, tento rever pelo menos uma delas.

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Qual obra ruim você adora, mas tem vergonha de dizer?

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Difícil responder isso, pois eu costumo dizer todas as obras ruins que eu adoro. Já falei aqui no blog que gosto de "Pokémon", que estou acompanhando "elDLIVE" e "Spiritpact", que curti "Keijo!!!!!!!!!!!!!!1!!11!!1ONZE!!!!!!!!" e sei lá quantos outros que eu tenho plena consciência de que apresentam vários e vários problemas de roteiro, construção e bom senso.

Honestamente, não consigo pensar em nenhum que eu tenha assistido, considerado ruim, mas ter vergonha de admitir que curti.

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Qual obra você acreditou que seria ótima, mas frustou suas expectativas?

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Pelo cgi devastador, eu bem que poderia colocar "Ajin" (2016) aqui, visto a ideia de roteiro ser interessante e a maneira como isso é explorada ser boa, estragada apenas pela animação que considero irritante. Porém, acho que, considerando o hype que criaram em cima, foi "Attack on Titan" (2013).

O modo como alguns amigos meus que haviam assistido antes de mim, que se consideram otakus ou não, qualificando esse anime como uma das coisas mais geniais dos últimos tempos fez com que minhas expectativas fossem jogadas lá pra cima... Apenas para eu me deparar com mais uma trama recheada de maneirismos e clichês frequentemente requentados em shonens: o protagonista poderoso ocasional, a personagem feminina fodona que irá salvar a bunda do protagonista, o secundário inteligente, enfim, tá tudo lá.

Por curiosidade, vale até executar o exercício de pegar esses mesmos clichês e jogar em outros animes. No ano seguinte, por exemplo, tivemos esse mesmo mote em "Tokyo Ghoul". Já em 2016, tivemos em "Koutetsujou no Kabaneri".

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Qual você nunca deixa de assistir e porquê?

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Eu comumente revejo as animações que eu acompanhava quando moleque que ainda se mostram coerentes com o que considero aceitável hoje em dia. Então, montando uma pequena lista: "Samurai Champloo" (2004), as já citadas quatro primeiras temporadas de Digimon, "Zatch Bell" (2003), "Mirmo Zibang!" (2002), "Pokémon  (1997)", "Samurai 7" (2004), dentre outros.

São alguns medalhões que sempre posso contar quando não estou com muito saco para buscar coisas novas.

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Seu gosto pessoal puxa mais para o lado de Miyazaki ou Satoshi Kon?

Ambos são sensacionais, mas acho que o Miyazaki consegue ser superior e conquistar mais o meu gosto por ter como maior foco os personagens e a maneira como eles lidarão com o que ocorre na história.

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Qual unanimidade de público e crítica pela qual você não tem interesse?

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Pode ser que eu mude de ideia, mas nessa última década tem sido "One Piece" (1999). Por incrível que pareça, não consigo ter qualquer fio de vontade de assistir ou ler. Nunca tive. Até já tentei dar uma conferida apenas para não dizer que não o fiz e não me arrepender depois, mas não colou comigo. O motivo? Vai saber.

Talvez eu até de uma nova chance, já que os mangás estão sendo vendidos por R$3,90 numa loja online ai. Porém, duvido que eu sequer me lembre de comprar depois de postar isso aqui, tamanha é a indiferença natural que sinto.

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Qual artista você admira por combinar atitude e qualidade artística?

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Acho a maneira como o Shinichiro Watanabe ("Cowboy Bebop", "Space Dandy", "Samurai Champloo", "Animatrix") opera muito interessante de assistir. Ele consegue mesclar todas as possibilidades imagináveis de maneira a criar um produto completo e único com a assinatura dele, da maneira como os diálogos são montados à fotografia, paleta de cores, trilha sonora, referências e tudo mais.

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Qual obra clássica você acha que não merece esse título?

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Entrariam tantos nessa lista, mas creio que o mais representativo seja "Cavaleiros do Zodíaco". A marca nem é tão conhecida e amada assim lá pelos japas, tendo bem mais força aqui por essas bandas apenas pelo fator nostalgia. Isso porque o anime, o mangá, os filmes e etc. fazem uso de uma só técnica de roteiro, o que muito me irrita (embora eu goste, btw).

Tem sempre um vilão um tanto quanto misterioso, ai ele tem os seus comparsas que gerarão lutas épicas, e mais comparsas ainda mais poderosos, e uma necessidade eminente de que o grupo de cavaleiros de bronze se separe e destrua coisas, muita apelação e pouca ousadia.

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Aponte um diretor que você considera que faz clássicos instantâneos 

Já falei dele, mas enfim, o Shinichiro Watanabe. Em longas, é o Miyazaki.

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Cite obras lançadas nos últimos dez anos consideráveis como as melhores dos últimos tempos.

De 2007 pra cá? Uou, que difícil. Sou péssimo para escolher essas coisas hiperbólicas, mas acho que "Madoka" (2011), "Kill la Kill" (2013) e "Space Dandy" (2014) ficam entre os meus favoritos.

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Qual foi a história que mais marcou sua vida?

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Vai acabar entrando um pouco para a área dos mangás, mas as duas mídias acabam andando lado a lado, não? "Dragon Ball". Eu vivi várias aventuras capturando pokémons pelo mundo, treinando meus digimons na rede, rodando beyblades, sendo uma grande criança num arquipélago em forma de relógio e invocando monstros em cartas de duelo, mas nada se compara ao conceito de juntar esferas mágicas que invocarão um deus dragão capaz de realizar um desejo meu num mundo onde a idade da pedra e o futuro se encontram.

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E é isso ai, meus caros. O que acharam?

Deixem ai nos comentários as possíveis respostas de vocês... ;)

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