quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O primeiro episódio de 'Youjo Senki' é uma bosta horrível, mas os próximos melhoram


Por isso que eu não tomo o primeiro episódio como parâmetro para decidir se assistirei ou não um anime.

Continuando a maratona de posts onde exibo aqui as animações japas que escolhi dar uma chance nessa temporada, confiram agora as minhas primeiras impressões sobre o, talvez, mais polêmico desenho dessa leva de início de ano, Youjo Senki: as crônicas da loli nazista.



Aah, para quem está chegando no blog agora, vale avisar que isso aqui não é um review aprofundado ou mesmo deve ser levado a sério como tal. Na verdade, sou apenas eu contando o porquê de estar ou não assistindo alguns dos desenhos que estão saindo. Esse texto é superficial, pois é baseado apenas nos três primeiros episódios soltos. Caso a série me agrade, ai sim, ao final da temporada, farei uma análise de tudo o que assisti.

Esclarecimentos feitos, vamos lá.


"Youjo Senki" acaba vindo como uma confirmação ao que eu sempre digo, repito e enfatizo sobre animações nipônicas: é IMPOSSÍVEL qualificá-las como boas ou ruins apenas pelo primeiro episódio. Por isso, desde bem novo, costumo dar um corte de três episódios para saber se continuarei ou não assistindo aquelas que escolhi. 

Em três episódios, os autores costumam nos apresentar o universo em questão, os personagens principais e secundários, o problema a ser resolvido e as possibilidades de caminhos que o roteiro deve seguir. Em um episódio só, é bem improvável que isso ocorra com a profundidade correta.

Dito isso, a estréia de "Youjo Senki" é horrorosa. Já somos jogados para o meio da história, sem qualquer esperança de entender o contexto do que está acontecendo. Há uma guerra, há uma garotinha chata e de voz irritante mandando e desmandando em todos, com poderes vindos de sei lá onde e personagens secundários com menos carisma que uma samambaia desidratada. 

Fosse eu dado a julgamentos precipitados, teria esquecido que ele existe ali mesmo. Felizmente, não o fiz. 


A partir do segundo episódio, temos a explicação de boa parte do que está acontecendo ali. No caso, um japonês médio de nosso tempo tem sua alma reincarnada por "deus" no corpo de uma garotinha em outra dimensão, cenário de guerra, onde a magia existe e é utilizada para fins militares. 

Com a mente do adulto no corpo da fedelha, que é uma bruxa, o protagonista utiliza de sua maturidade para se entregar de corpo e alma ao exército, explorando seus poderes e crescendo rapidamente dentro daquele meio. 


Ainda há toda uma conversa filosófica sobre religiosidade, fé e hipocrisia naquilo tudo, já que "deus" o coloca naquela posição para que ele aprenda a adorá-lo e aceitá-lo. 

O protagonista tem uma personalidade forte e que é completamente justificada, já que ele é um adulto vivido e não uma menininha aleatória. Então, suas atitudes, seu jeito de falar e pensamentos fazem sentido naquilo, não sendo só mais uma loli forçada com super poderes vindos de sei lá onde e uma maturidade retirada do rabo. 

E ai, o primeiro episódio passa a fazer sentido quando os dois seguintes são assistidos. Do que vi até agora, curti bastante e imagino que, caso sigam por essa linha de roteiro colocando a ciência e a religião em confronto, creio que teremos um dos animes mais legais de 2017. 


Obviamente, "Youjo Senki" deixa claro também como a mente dos japoneses está ano a ano se tornando mais pervertida e pedófila. Quer dizer, eles estão colocando um cara velho no corpo de uma menininha pueril com tendências nazistas. Quem não enxerga perversão nisso, ou é ingênuo demais, ou não quer abrir os olhos. Bizarro. 

No mais, continuarei assistindo. Se melhorará ou piorará, é questão de tempo para descobrirmos.

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