sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Embora o roteiro de 'Spiritpact' pareça ser escrito por um adolescente, o anime ao menos diverte


E lá vamos nós com mais um texto trazendo os meus pitacos a respeito do que foi apresentado nos três primeiros episódios dos animes que resolvi separar para dar uma chance nessa temporada. No caso, hora de falar do mais fraco dessa lista que darei continuidade.

Sim, mesmo Spiritpact estando muito abaixo do necessário nos quesitos que eu cobro para considerar um desenho animado "ótimo", ele ainda me diverte e, por algum motivo, me cria vontade de assistir mais e mais.

Sem enrolar, vejam ai meus dois centavos...



Acho que é quase que óbvio em toda temporada surgir um anime mal inspirado, sem muitos recursos e de roteiro escasso que acaba recebendo um pouco de luz da fanbase otaku - mesmo que seja para falar mal. Ao que pude observar nessas primeiras semanas de 2017, "Spiritpact" deve ser o tal dessa leva.


O roteiro segue a cartilha shonen paranormal à risca, sem tirar nem por, sem tentar transgredir, apenas repetindo passos já tomados por tantas outras produções no passado, requentando tudo isso e servindo aos telespectadores como se fosse algo inédito.

Basicamente, um garoto morre, um protagonista fodão com poderes espirituais elevadíssimos o convida para assinar um pacto com ele, o tal poderosão tem um passado misterioso em uma família bastante antiga e especializada em cuidar de problemas paranormais, tem uns vilões meio bizarrinhos e várias inserções do folclore oriental.


Não sou de criticar o trabalho dos animadores e finalizadores, pois não tenho qualquer conhecimento sobre o assunto e não curto falar do que não entendo. Porém, mesmo eu preciso admitir que não há um trabalho muito elaborado aqui, com poucos frames e uma certa ausência de detalhes nos cenários. Não chega a incomodar, mas também não passa despercebido.

Os personagens também não fogem em nada da já citada cartilha shonen. Todos eles. Do interesse romântico do protagonista ao vilão, dos empregados da casa até os familiares invejosos. TODOS. Eu meio que já consigo imaginar qual será o papel de cada um na história, quais as besteiras que eles se envolverão e as resoluções, tamanha é a obviedade empregada neles.

Mas... Sei lá, curti.


E se fosse pelo primeiro episódio horrível, eu totalmente esqueceria a existência de "Spiritpact", mas os dois seguintes, principalmente o terceiro, meio que dão um gás na história. Não há qualquer inovação ou esperanças de que minha vida vá mudar ao assistir o que vier depois, mas essa animação acabou funcionando comigo como um prazer culposo, sacam?

É o tipo de anime que eu acho que sei como terminará mesmo sem nunca ter lido nada a respeito, tenho uma ideia de como será o caminho que ele percorrerá, mas ainda assim tenho vontade de ver. Talvez pela semelhança com tantos outros.

Quer dizer, quem não gosta de repetir os pratos favoritos?

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