sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

'Fuuka' é um anime bonitinho sobre adolescência, música e closes ginecológicos


E ai que resolvi deixar esse blog cada vez mais alinhado com as demais páginas de fundo de quintal que tratam de cultura Pop asiática aqui no Brasil e aderir ao modelo de "primeiras impressões" com os animes dessa temporada de janeiro. Porém, é claro, com algumas mudanças no estilo para que eu pudesse me adaptar.

Pra ser bem honesto, não consigo ver muita coerência em avaliar uma trama apenas pelo primeiro episódio e já dele querer adivinhar ou delimitar se toda a série prestará dali pra frente ou não. Respeito quem faz, mas não é a minha. Então, resolvi apenas unir o útil ao agradável do meu dia a dia otaku aqui.

Digo isso, pois é natural pra mim separar alguns animes por temporada numa lista e assistir os três primeiros episódios de todos eles. Faço isso, pois creio que o autor deva ter a mínima capacidade de em uma hora conseguir mostrar o tipo de enredo que quer propor naquela obra. E então, conforme for terminando de assistir tais trincas e decidindo se continuarei ou não cada um deles até o fim, darei os meus pitacos sobre o que vi por aqui.

Começando agora por um dos mais bem comentados e recomendados desse início de ano: Fuuka...



Antes de tudo, vale enfatizar uma coisa: eu não costumo ter preconceito com animes. Se a sinopse me atrair, mesmo que ela seja de uma confusão desenfreada, eu dou uma chance. Pode ser algo mais cult ou da moda, recebo sempre da mesma maneira. No caso, "Fuuka" é uma dessas tramas adolescentes escolares românticas, sendo voltada para a música e recheada de closes ginecológicos completamente gratuitos.


Ele conta a história de Yuu, um moleque viciado em seu celular que passa O DIA TODO no Twitter. Embora não fale muito em OFF, cada passo seu é comentado na rede social, onde ele interage com uma porção de seguidores e tem uma rede de amigos bem intensa. No entanto, não é por o rapaz ter uma série de semelhanças com este que vos escreve que acabei me prendendo ao anime. A história ainda se "desenvolve" a partir disso.

Certo dia, distraído com o smatphone, Yuu esbarra em Fuuka no meio da rua. Quando a menina cai de pernas abertas com a câmera focando por incontáveis segundos no que há de baixo de sua saia, ela acusa o recém desafeto de estar espiando sua calcinha e ser um pervertido que está tirando fotos íntimas dela naquele momento - coisa que se repete no dia seguinte, quando ele vai fazer sua matricula no mesmo colégio onde a menina de cabelos azuis estuda.


Só que o clima torna-se amistoso rapidamente quando o protagonista tenta defendê-la de outro "abusador" na hora do recreio. Ai, eles viram amiguinhos, meio que começam um amor e, BOOOOOM, o roteiro de anime romântico está criado. E eles decidem montar uma banda.

Aah, esqueci de dizer que Fuuka é uma hipster conceitual que não usa celulares, não tem qualquer rede social e escuta músicas com um vintage DISCMAN, pois deve ser cool demais carregar aquele troço pra lá e pra cá. Ooh, e ela é super fã de uma idol que é, nada mais, nada menos, que amiga de infância do Yuu e, vejam que delícia, é SECRETAMENTE APAIXONADA pelo rapaz. Segura esse triângulo amoroso que nem Walcyr Carrasco bolaria melhor.

E eu gostei dessa bosta? É CLARO QUE SIM, DÃ-A.


Por esses três primeiros episódios, deu para perceber que o fator "trash involuntário" se faz bastante presente aqui. "Fuuka" parece ser pensado para soar sério, mas a série de clichês torna tudo engraçado demais. Somem isso ao completo exagero no erotismo totalmente gratuito que rola de cinco em cinco minutos e todo o pacote final ficará engraçado demais.

Porém, há algo que me atrai aqui.

Os personagens todos estão sendo bem desenvolvidos, são carismáticos e únicos dentro do universo criado ali. As conversas são divertidas e as situações tem resoluções interessantes de acompanhar. E há uma aura mais emotiva em todo ele que o torna bem bonitinho, pra ser honesto.


Embora eu já saiba o final, pois um imbecil completo resolveu jogar um spoiler gigante na barra de comentários do site onde assisti o primeiro episódio, não tenho a menor ideia de como a história irá se desenvolver até chegar nesse ápice. Talvez, caminho seja bacana de acompanhar, talvez ele se perca em um roteiro medíocre, mas confesso estar curioso para acompanhar isso.

Espero que eu não me decepcione.

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