quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2016 (40ª até 26ª)


Dando continuidade pras listas de fim de ano aqui do blog, chegou a vez de queimar 15 faixas do top 40 de faixas do K-Pop lançadas ao longo dos últimos doze meses.

A propósito, eu falei bastante sobre 2016 ter sido musicalmente fraco, mas eu com certeza conseguiria fazer um top bem maior. Se for incluir o tanto de album tracks que curti, faria com o dobro, até com cem. Porém, quis destacar apenas as melhores dentre as melhores. As nota dez. As cerejas do bolo. Os maiores e mais brilhantes destaques.

Como sempre, vale lembrar que esse top reflete única e exclusivamente a minha opinião pessoal. Não tem nada a ver com as mais vendidas ou mesmo com qualquer enquete feita.

Enfim, sem mais delongas, confiram ai a primeira parte, que vai da quadragésima faixa até a vigésima sexta...

40) CRAYON POP - VROOM VROOM


2016 foi um ano onde várias e várias promessas do mundo capopeiro acabaram sendo cumpridas. A YG finalmente liberou o M.A.D.E e debutou o Pink Punk BLACKPINK, HyoYeon teve um solo e, pasmem, saiu o primeiro full album do Crayon Pop. Todo ele é maravilhoso, mas o seu maior destaque, sem sombra de dúvidas, foi o pré-release "Vroom Vroom", trazendo o Disco de assinatura do grupo, além de inúmeros ícones sonoros em toda a backtrack, tornando a faixa ridiculamente viciante. Fora que os "vroom vroom, vroom vroom vroom oh ooooh" do refrão são divertidos demais. Uma pena não ter rolado um videoclipe...


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39) BOLBBALGAN4 - GALAXY


Outro álbum muito bom e com um número impressionante de faixas aproveitáveis para o estilo que se presta foi o "Red Planet", do Bolbbalgan4. Sim, esse é um daqueles duos de Pop acústico coffee shop que, em geral, não conseguem transmitir nada além de tédio pedante em suas músicas. Entretanto, com essas meninas é diferente. As canções delas tem um punch bem legal, são bem tocada, bem produzidas, bem cantadas e há toda uma aura de meiguice muito simpática e condizente com a proposta. "Galaxy" foi a que mais gostei e escutei desde que as descobri aleatoriamente por uma sugestão do YouTube. O refrão realmente dá vontade de cantar, a junção de elementos acústicos com elétricos funciona e o videoclipe indie é a cereja do bolo...


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38) DALSHABET - SOMEONE LIKE U


Se bem me lembro, "Someone Like U" foi o primeiro K-Pop bom de 2016, não é? Uou, que jam maravilhoso. Toda a influência do synthpop oitentista muito bem colocada aqui pelo Brave Brothers me agrada demais, com umas inserções de bateria eletrônica "no susto" muito características da época, além de bons riffs de guitarra, o teclado em evidência e, claro, os "just like you babe, just like you..." que grudam mais que chiclete na cabeça. E quando acaba o refrão e a Serri-que-exagerou-nas-plásticas solta umas rimas bem loucas? Delícia demais. Aposto que essa aqui pega #1 na lista do Why, Dougie? e #2 na do Asian Mixtape...


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37) LOONA (HASEUL) - LET ME IN


Para quem ainda não sabe, o Loona é uma girlband de 12 meninas que irá debutar em outubro do ano que vem. Para sua promoção, a gravadora delas vem lançando um single solo por integrante todo mês + um em conjunto com as já reveladas. Entre o material já lançado, uma das minhas faixas favoritas foi "Let Me In", uma balada MUITO boa. Toda ela ser montada a partir de um arranjo musical mais classudo dá ao release toda uma cara etérea que deixa-o parecidíssimo com o tipo de canção que a Disney coloca como tema de seus filmes de princesa, com a protagonista sofredora tentando livrar-se de seus problemas através de uma performance ultra dramática. Isso tudo com o plus de o refrão ser, basicamente, um break de tango. O videoclipe também é espetacular e ajuda ainda mais nessa associação com obras cinematográficas. Pra mim, 10/10. Ela foi lançada há alguns dias e já está entre as canções que mais me emocionaram esse ano. Uma pena para o GFriend, pois acabei cortando "Navillera" da lista para colocá-la. Foi mal, namoradinhas... =/


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36) HYUNA - MORNING GLORY (ft. QIM ISLE)


Dentre vários batidões uptempo presentes do EP que a HyunA lançou esse ano, foi justamente a faixa que vai na contramão disso que mais me consquistou. "Morning Glory" é um Pop com influências de Jazz bem minimalista, tendo como fio condutor o piano, cujas notas entoadas vão alternando com alguns sintetizadores e efeitos de disco riscado comuns no Hip Hop dos anos 90. O rap do Qim Isle até acabou casando com o pacote total, não sendo tão descartável quanto esses feats costumam ser. Eu sei que muitos de vocês torceram o nariz pra canção quando a Cube soltou um clipe de bastidores pra ela, mas eu os convido a dar uma nova chance à "Morning Glory". É o tipo de coisa que agrada legal aos ouvidos quando depositamos um pouquinho mais de atenção ao que é tocado...


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35) TIFFANY - HEARTBREAK HOTEL (ft. SIMON DOMINIC)


Eu não esperava absolutamente nada desse debut da Tiffany. Na verdade, esperava sim: que viessem várias músicas genéricas que se misturariam a tantas outras lançadas por solistas, sem qualquer personalidade ou algo que me fizesse ouvir mais e mais e esperar pelo que viria a seguir. Que bom que me enganei. A SM conseguiu atribuir à imagem da SNSD uma vibe oitentista semelhante a que é explorada pela Carly Rae Jenpsen e pela Robyn no ocidente, com canções inspiradas no New Romantics/Synthpop muito boas. "Heartbreak Hotel" deve ficar naquela mesma prateleira de coisas como Total Eclipse of the Heart, da Bonnie Tyler, ou It Must Have Been Love, do Roxette, como uma ballad beirando ao cafona de tão carregada. Não fosse o break de rap que acaba distoando um tiquinho, ela estaria no meu top 10...


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34) LOONA (HEEJIN) - VIVID


Com exceção de "Around You", todas as músicas lançadas pelas garotas do Loona foram boas e provavelmente também apareceriam nesse top, caso eu não tivesse reduzido o número de colocações dessa vez. Em um tipo de competição pela vaga na minha cabeça, quem se saiu melhor foi "ViViD", single de debut do projeto e solo da HeeJin.  A menina tem um timbre vocal bastante agradável e que combina bastante com esse tipo de arranjo jazzístico - nota-se pelas semitonadas propositais que ela dá em todos os "Oh my god, yes! Say: Oh my godness!". O MV, que creio ter sido bolado pelo VM Project Architecture, mesmos caras que cuidaram da filmografia do Red Velvet ano passado, é lindíssimo, cheio de jogadas interessantes de câmera e ícones pescáveis na tela. Que venha mais disso nos releases das próximas integrantes...


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33) MAMAMOO - WORDS DON'T COME EASY


Eu não consigo não achar engraçado quando vejo alguém comentando que o Mamamoo apenas se repete, sendo que o quarteto vem comeback a comeback explorando diferentes vertentes da música negra americana, soltando canções inspiradas no Jazz, no Hip Hop, no R&B, no Soul, Gospel e por ai vai. Em seu ótimo primeiro álbum, as meninas se inspiraram até na nossa música popular brasileira, fazendo de "Words Don't Come Easy" um bom número de Bossa Nova. Não sei se é a minha favorita da curta carreira do grupo, mas deve estar entre as 3 mais, atribuindo-lhe ainda uma aura bem mais madura (e orgânica) que o geral esperado dentro da cena idol coreana. Eu honestamente consigo me imaginar caminhando pelo calçadão de Copacabana escutando isso como se estivesse nos anos 60 e fosse esse o tipo de sonoridade a fazer sucesso no momento...


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32) LDN NOISE & CHA JI-YEON - MY SHOW


Para quem teve paciência para acompanhar, aquele projeto STATION da SM Entertainment conseguiu soltar uma série de faixas realmente boas em meio a tantas bombas do mal gosto musical. A "Heartbreak Hotel" parágrafos acima foi uma e essa "My Show", parceria da dupla de DJs/produtores Hayden Chapman e Greg Bonnick, o LDN Noise, com a atriz Cha Ji-Yeon, figura como a melhor canção retirada do projeto. Está aqui um exemplo de Deep House vibrante, energético e muito bem feito. É impossível escutar isso e não sentir vontade de sair dançando pela casa, principalmente quando chega o refrão e tudo adquire um ar ainda mais cintilante. Não vejo a hora deles soltarem um LP completinho cheio de colaborações com outros artistas igual o Far East Movement fez há uns meses. Produzir pra todo mundo da SM eles já produzem mesmo, só falta a liberdade criativa de titulares...


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31) JIMIN PARK - ANSWER


Eu até agora não entendi o porquê de a JYP colocar "Try" como lead single do primeiro EP da Jimin Park se, no mesmo, tinham pérolas como "Young", "Walkin'" e "Answer", sendo a última a melhor da trinca, apostando num trap super viajado e melancólico, adquirindo alguns elementos do Deep House que a aceleram levemente no refrão, soando como algo que algum grupo britânico lançaria e hitaria, como o Disclosure ou o AlunaGeorge. O interessante é que ela funciona tanto na versão coreana linkada abaixo como na demo original em inglês, denotando que a Jimin poderia seguir carreira em diferentes partes do globo, caso não fosse o descaso da gravadora...


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30) EXID - ARE YOU HUNGRY?


O "Street", primeiro álbum completo lançado pelo EXID, trouxe uma porção de canções temáticas sobre relacionamentos destrutivos, abusos, sobre as dores de terminar e se livrar das pessoas que apenas nos colocam para baixo e demais assuntos nesse estilo. Porém, o momento mais bizarro (e divertido) dessa empreitada toda foi "Are You Hungry?", com Junghwa e Hyerin completamente psicóticas com o cara que elas terminaram não estar se alimentando direito e se cuidando tão bem quanto era cuidado por elas, ou pela personagem criada na narrativa do disco, sei lá, tá muito louco isso. Então elas dizem que vão preparar uma série de pratos, que estarão deliciosos, pois foram feitos com amor, incluindo uma bebida maluca que é servida com escorpião ou cobras. Como se já não fosse o suficiente, isso tudo num EDM Orange Caramelistico cujo vocoder vai afinando a voz da dupla para que ambas pareçam crianças. WTF


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29) TAEMIN - DRIP DROP


A onda House bateu com força na SM Entertainment esse ano e, nisso, a grande maioria de seus atos se aventurou em alguma desambiguação do gênero em seus singles; Um dos melhores nisso foi o (exageradamente plastificado) Taemin, do SHINee. O clima de "Drip Drop" evolui continuamente de forma etérea durante os versos, até que um gancho puxa-a pruma sequência de melodias sintetizadas de arrepiar após o que parece ser o refrão. Ela acelera e desacelera em flows incansáveis que quase roubam a cena, não fosse a interpretação vocal bem colocada do Taemin. O videoclipe trazer apenas ele e os dançarinos performando no deserto é totalmente assertivo, fazendo desse um dos melhores lançamentos do ano...


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28) BERRY GOOD - DON'T BELIEVE


Olha, MUITA gente entrou na onda Tropical House no K-Pop esse ano. E enquanto isso não comprometeu muito a qualidade do material lançado, acabou apagando muito da originalidade dos grupos e atos que apostaram nisso. "Don't Believe" segue a risca todos esses modismos. É sim um Dance com elementos de Tropical House e Dancehall, com uma letra razoavelmente melancólica e todos os demais maneirismos desse tipo de som. Só que... Funciona. E é pela boa execução. As meninas Berry Good cantam lindamente, a métrica da letra funciona, com versos fortes e um refrão impactante, grudento, que dá vontade de se envolver e cantar. E o refrão É MESMO UM REFRÃO e não só as gatas se calando enquanto os sintetizadores explodem atrás. Pelo contrário, os sintetizadores SÓ explodem após elas cantarem o refrão. A bridge chega suave e não há um break bizonho para que entre um rap mal colocado. Essa competência sonora somada ao MV lindíssimo deixam todo o pacote final muito aproveitável...


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27) LOVELYZ - DESTINY


Uma das coisas que mais me atraia no Lovelyz como um grupo era a aura mais bizarrinha de seus lançamentos, com um tipo de apelo humorístico causado pelo exagero proposital na interpretação aegyo das integrantes. Então, me foi uma bela de uma surpresa quando "Destiny" foi lançada, com elas bem mais sérias que de costume e isso resultando em algo muito legal. Continua sendo o synthpop oitentista do grupo, com sonorizações que parecem tiradas da trilha sonora de um videogame 8-nits. Porém, há o acréscimo de uma percussão bem marcada e de instrumentos de cordas que atribuem ao resultado um clima cinematográfico surpreendente. O MV é outra obra de arte, com o Digi Pedi usando elementos giratórios em todo ele, sendo um dos mais bonitos da carreira da banda...


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26) UNICORN - BLINK BLINK


Essas meninas debutaram ano passado com a horrorosa HUK, emulando a sonoridade bobinha do Apink com alguns elementos eletrônicos aqui e ali só para disfarçar e dar um ar mais hipster ao pacote todo. Lembro que achei uma bosta na época e ignorei-as veemente. Isso só para, apenas de sacanagem, elas voltarem espetaculares em 2016, com a ótima "Blink Blink". É aquela soma deliciosa de vocais adocicados com um instrumental frenético, repleto de sintetizadores, mas ainda soando orgânico, que o F(x) fazia muito bem há uns anos atrás e que a SM reaproveitou para o Red Velvet no primeiro álbum delas. Já o MV de baixo orçamento me lembra muito as produções do FEMM, com elas dançando aleatoriamente num fundo branco enquanto vários efeitos são montados. Chutaram meu traseiro mesmo, viu, e o do Red Velvet também, que nem dará as caras por aqui...


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Uou, inesperado? A próxima parte está um pouquinho ainda mais fora da curva. Vamos aos spoilers: 7 solistas, 8 girlgroups e apenas 1 boygroup. 2 das faixas são b-sides e 1 delas está entre as mais negativamente comentadas nos outros blogs fundo de quintal aqui do Brasil.

E ai, quem arrisca? 

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