sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

TOP 40 | As melhores faixas do J-Pop em 2016 (25ª até 11ª)


E ai, meus queridos, como estão? Ansiosos para encher o rabo de comida amanhã enquanto aturam vários familiares que só aparecem nesse tipo de data e acham que podem mandar em seus vidas como se fossem importantes? Uou, eu não vejo a hora.

Mas enquanto isso não chega, vamos cortar mais 15 faixas da lista de melhores do ano do J-Pop. Como de praxe, vale enfatizar que todas as faixas dessa leva são incríveis, maravilhosas, sensuais, grudentas e foram vícios meus ao longo de 2016. Entretanto, acabaram não entrando no top 10 porque... Bom, porque eu prefiro as que estão no top 10.

Vambora...

25) NOGIZAKA46 - FUTOUGOU


Eu nunca fui muito de ligar para a existência dos grupos 46 lá do Japão não. Talvez o motivo por trás disso seja eu nunca ter encontrado uma faixa delas se quer que se destacasse da manada de lançamentos das sei lá quantas girlbands idol da cena nipônica. Bom, isso mudou em 2016, já que "Futougou" é um dos troços mais legais que escutei no J-Pop nesses últimos tempos, com uma melodia e uma construção instrumental que remetem bastante às canções enka, fonte de inspiração para quase tudo que saia de OST para shoujos dos anos 90/2000. Então, me identifiquei insanamente. Como seria bom se outras bandas do estilo apostassem em interpretações vocais menos histriônicas como o que é feito aqui...


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24) GLIM SPANKY - GIVE ME RAGE


Eu gostaria de ter falado mais sobre o Glim Spanky aqui durante o ano, mas fica ai uma meta para 2017: focar mais nesse tipo de grupo de J-Rock alternativo. "Give Me Rage" deve ter sido a melhor coisa do ótimo álbum que eles lançaram em julho, o "Next One", sendo um ótimo exemplo daquele tipo de faixa mais agressiva em seu instrumental e vocal, mas com um tipo catchy de apelo Pop que os dois fazem muito bem...


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23) REOL - YOIYOI KOKON


"YoiYoi Kokon" é mais uma das ótimas faixas que foram trabalhadas na promoção do álbum do REOL, sendo uma das minhas favoritas do grupo por inserir elementos folclóricos japoneses em toda sua backtrack. Essa mistura do clássico com o contemporâneo sempre me conquista com certa facilidade, mas aqui está tudo mais especial, já que o tempo da música está altíssimo e os versos frenéticos dão todo um tom desesperado muito impactante ao pacote final. A vontade que dá é de colocar um quimono e sair pulando por ai bêbado de saquê - com pausas para executar o movimento da sanfoninha quando chega o break de dubstep, é claro...


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22) E-GIRLS - PINK CHAMPAGNE


Olha, "Pink Champagne" já valeria uma vaga aqui no top apenas por trazer minha bias Shuuka (hahaha, esse nome) sensualizando em uma taça gigante como se estivéssemos nos anos 90 e o Gugu tivesse um programa com dançarinas molhadas de assistentes de palco enquanto a Eliana canta a música tema de Pokémon. Porém, além desse apoio visual celestial, temos aqui uma faixa tão boa quanto, sendo um dos melhores lançamentos do E-Girls em todos os tempos. Acho legal que pegaram a vibe futurista clubber que elas costumam exibir nos videoclipes e traduziram isso sonoramente em vez de apenas entregar o EDM-bate-cabelo de sempre - que também funciona, diga-se de passagem, mas elas elevaram o nível aqui...


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21) WEDNESDAY CAMPANELLA - PHOENIX


Quase ninguém prestou atenção, mas o "UMA", álbum que o Wednesday Campanella lançou no início do ano, trouxe uma das melhores album tracks do grupo, sendo ela, inclusive, superior às que o trio escolheu para a promoção do trabalho. "Phoenix" é daquele tipo de canção excêntrica que vai crescendo e melhorando a cada escutada. Os versos rápidos estão presentes, com toda a riqueza eletrônica mais etérea que é a marca do grupo, inclusive falando sei lá o que do Brasil, citando samba, São Paulo e o Rio de Janeiro, mas é quando chega o refrão que tudo enlouquece, com uma repetição incansável de "na na na na na na na na" em sintonia com um pianinho frenético por trás. Em um primeiro contato, pode parecer irritante, principalmente quando várias crianças surgem gritando no meio do nada, mas, creiam, o replay factor é altíssimo e o vício é garantido...


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20) AIMER - INSANE DREAM


É bem nítido que há na discografia da Aimer uma referência no Pop/Rock que estourou internacionalmente no início dos anos 2000, com Linkin Park, Evanescence e acompanhantes. Pop/Rock esse que, por si só, é derivado do que outros grupos já faziam nos anos 90. E essa sonoridade pode ser comprovada na faixa "Insane Dream", que estaria em casa na trilha sonora de Jovens Bruxas ou da série Buffy - A Caça Vampiros, tamanha é a lembrança trazida pelo arranjo e mesmo pela melodia bastante pesada, mas ainda soando Pop. Que bizarro eu só ter conhecido ela esse ano...


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19) KOBUSHI FACTORY - SAMBA KOBUSHI JANEIRO


Não sei o que que é mais ridículo nessa história: esse grupo do baixo escalão do Hello! Project ter lançado uma música sobre o Rio de Janeiro por conta das olimpíadas que ocorreram aqui na cidade esse ano, terem acrescentado sei lá quantos esteriótipos-brasileiros-para-gringo-ver que não tem absolutamente nenhuma ligação com o nosso dia a dia no videoclipe, tudo isso soar como uma marchinha de carnaval desafinada ou eu realmente ter gostado MUITO disso aqui, a ponto de o videoclipe aparecer quase todos os dias na minha barra de "assista novamente" no YouTube e eu sempre re-assistir!!!!11!!


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18) MCPERO - SKIP


O álbum da MCpero foi uma das melhores coisas lançadas no oriente esse ano, misturando bizarramente em seu Hip Hop um sem número de referências, com Jazz, Soul, Mpb e até sonoridades africanas, É como se fosse uma versão japonesa aprimorada e mais estranha do tipo de som que a M.I.A. costuma fazer, tudo com um flow delicioso de escutar e timbragens bastante interessantes funcionando legal com os vocais mais adocicados dela que, como bem disse a Lucy nos comentários, soa como uma brisa de ar fresco com menta. "Skip" foi usada como single para a divulgação do LP e é bem o resumo dessa definição toda que dei sobre a sonoridade assinatura dela, com o up de ser bastante radiofônica e facinha de gravar...


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17) CHARISMA.COM - SUBLIMINAL DIET


Não sei se já tive a oportunidade de falar do Charisma.Com aqui no blog, mas esse é outro daqueles projetos formados por uma cantora/MC e por um produtor/DJ (no caso, produtora), tipo o Young Juvenile Youth, o Wednesday Campanella e o Capsule. A diferença é que a proposta sonora aqui é bem menos experimental e um tanto mais Pop e bagaceira. O que não torna a dupla inferior às já citadas, MUITO PELO CONTRÁRIO, já que sempre podemos contar com elas para pancadões farofeiros deliciosos, tipo essa "Subliminal Diet", que dá umas alfinetadas naquilo da busca por um corpo perfeito, zoando no videoclipe com produtos para emagrecimento rápido, com "Physical", da fucking Olivia Newton John e várias outras coisas do estilo - isso tudo por cima de um EDM violento e cremosamente requebrante...


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16) NICOLE - LUNAR


O álbum que a Nicole lançou no Japão foi uma bosta horrível, com poucas coisas que se salvam em meio a uma tracklist que pareceu ter sido montada para o debut de uma adolescente de 15 anos e não para uma das maiores celebridades da onda hallyu. Ainda assim, pudemos pescar coisas boas/ótimas no "Bliss" sem precisar recorrer ao fator biased e baixar o nível de exigência. A coisa boa foi "Something Special", lançada como single em 2015, a ótima, no entanto, foi deixada apenas como album track. "Lunar" é um Future Dance TÃO BOM, mas TÃO BOM, que me dá até uma dor no fígado ao perceber que não filmaram um videoclipe épico com Nicolão servindo de Barbarella e desbravando o espaço enquanto conquista todos os aliens ao redor com sua dança sensual. É esse tipo de coisa que esperamos de uma ex-KARA, poxa vida...


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15) REOL - LUNATIC


A aura completamente viajada, remetendo a longa-metragens e animes clássicos de Sci-Fi representados sonoramente através da construção instrumental New Wave em "Lunatic" é não menos que espetacular, fazendo dela a melhor faixa do "Sigma" e da REOL em 2016. Novamente, uma pena que não bolaram um videoclipe bem doentio remetendo aos trashs espaciais de onde parece ter sido a inspiração para a construção da faixa. Nem uma animação udaite da Reol rolou. Esses artistas estão precisando de ma assessoria melhor na hora de escolher faixas de trabalho. E é lógico que eu adorei a homenagem ao nome do blog, já estava na hora de alguém reconhecer o meu valor... :v


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14) JY - I'M JUST NOT INTO YOU


Olha, eu adoro underdogs. Sendo a outra ex-KARA a apostar no Japão como mercado principal para sua carreira solo, por algum motivo que ninguém entendeu (nem ela deve ter entendido), a JiYoung acabou sendo bem mais sucedida que sua colega no nippon, não só comercialmente, como sonoramente. Sukina Hitoga Irukoto é uma mistura de Pop com Folk/Country gostosinha e vibrante, Saigono Sayonara e Up In The Air são baladas bem boas, Fake tem um pezinho nos ritmos latinos bem interessante de ouvir e aquela "Radio" que eu coloquei em 26º consegue o feito de ser tão tosca que dá a volta e se torna incrível apenas pela piada. Até música de natal legal ela conseguiu lançar. Porém, a minha favorita nisso tudo foi, sem sombra de dúvidas, "I'm Just Not Into You". Aaaaaargh, que releitura do Urban Pop 2000's deliciosa. Aposto que a Jennifer Lopez ou a Mariah Carey teriam feito rios de dinheiro com isso aqui há uns anos. Uma pena que, OUTRA VEZ, faltou um videoclipe que preste em vez dessas filmagens de bastidores. Lança logo esse álbum, JY, quero dar uma nota bem alta pra ele aqui no blog...


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13) SHUUKAREN - UNIVERSE


As irmãs Shuuka (hahaha, e lá vamos nós) e Karen, do E-Girls/Flower/Happiness, debutaram uma nova sub-unidade com a junção de seus nomes, ShuuKaRen, o que acaba sendo meio coerente com a forma como a imagem das duas é vendida lá fora, já que ambas participam juntas de sei lá quantas propagandas e etc. E enquanto "Universe" acaba não destoando em nada do lado ~cool~ baladeiro do E-Girls, não há do que reclamar nisso, sendo essa a melhor contribuição musical das Exile Girls em 2016. Isso de juntar uma cantora e uma rapper num duo funcionou tão bem que eu sugiro que as outras dançarinas do Flower façam a Shuuka (HAHEUAEHUAEHUEAHAU, esse é o máximo onde consigo levar essa piada) e tentem brilhar em outros grupos, já que só há mesmo espaço para a Reina soltar a voz na girlband...


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12) FEMM - L.C.S


Okay, chegamos naquele momento do post onde as faixas que vem a seguir poderiam todas estar no top 10, pois são igualmente incríveis, divertidas, sensuais e poderosas quanto as que vem na parte seguinte. Porém, acabaram barradas na peneira final por certos motivos. A primeira delas é "L.C.S", a releitura fodástica que o FEMM fez da sonoridade Techno/Disco do Daft Punk lá no início do ano. Céus, isso aqui é tão bom, tão grudento. A maneira como a bateria eletrônica é o destaque de toda a produção, fazendo com que os sintetizadores eletrônicos e "berros orgasmáticos" delas na backtrack a cubram de uma maneira bastante linear é, no mínimo, empolgante. A letra também é ridícula de tão sacana e viciante - a ponto de eu ter ficado dias cantarolando ela na época do lançamento. Como se já não fosse suficiente, temos aqui o melhor videoclipe da carreira da dupla, usando pontos de captação de movimentos para contar a história de um vírus que quer destruir a humanidade, com elas precisando se conectar (através de uma trepada) para enfrentá-lo... #DonasDoMeuCu


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11) DAOKO & TEDDYLOID - DAISUKI


E ai que a Daoko resolveu se juntar novamente com o DJ e produtor musical TeddyLoid, com quem ela já havia colaborado na safadíssima "Me!Me!Me!", para mais uma faixa eletrônica bizarramente boa. "Daisuki" é um Dance que, de jeito que ela gosta de tornar sua assinatura sonora, usa sintetizadores lembrando soundtracks de games dos anos 80, mas acaba por surpreender a partir do refrão, quando o andamento vai pras alturas num dubstep bem esquizofrênico. A loucura fica ainda maior lá na bridge metaleira, com ela mandando uns raps gritados após um solão de guitarra. Esse é aquele tipo de música que cada micro detalhe faz a diferença, com pequenas sinuosidades nas mudanças de andamento que tornam a experiência cada vez mais especial a partir de suas descobertas. Destaque também para o clipe cyberpunk pós-apocalíptico bizonho, com a Daoko interagindo com uma versão robô dela mesma. Sensacional...

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[40-26]

Bem, é isso ai. Agora, pros japas, só falta mesmo o top 10. E ai vão os spoilers:  4 girlbands, 2 grupos, 6 solistas, 2 animesongs. Tá fácil, vai.  

A segunda parte do top 40 de capopes vai ao ar apenas na noite de domingo e, ao longo da semana que vem, sairão os top 10 de ambos os países, além de outras listas de fim de ano aqui do blog.

Até lá... ;)

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