terça-feira, 22 de novembro de 2016

A parceria do Giorgio Moroder com o Sistar, 'One More Day', está bem boa


Eu fiquei um pouco surpreso quando comentaram há um tempinho no Twitter que o produtor italiano Giorgio Moroder estava trabalhando em uma colaboração com o Sistar por motivos de... Pra que diabos ele se importaria em trabalhar com o Sistar?

Mas, enfim, One More Day já está entre nós. Vejam ai o MV bacanudo e cliquem abaixo para ler os meus pitacos sobre...


Parando pra pensar sobre tudo isso, não chega mesmo a ser surpreendente que um cara com o gabarito do Giorgio Moroder se interesse em expandir sua área de atuação para a cena Pop sul coreana.

Tá, a maioria de vocês nem deve saber quem é esse tiozinho, mas, dando uma resumida tosca, ele é o responsável pelo Dance eletrônico ser o que é hoje em dia. Isso porque, lá atrás, nos anos 70, ele inovou ao inserir uma porrada de sintetizadores eletrônicos na Disco Music, que era um ritmo dançante, mas primordialmente orgânico, ou seja, tocado por instrumentos de verdade. E ai que essa Disco eletrônica evoluiu pro Dance, e vieram todas as outras inúmeras desambiguações do estilo.

E estou falando que não chega a ser uma surpresa essa parceria com um grupo coreano hypadasso por dois motivos: 1) O K-Pop, aceitem ou não, de fato está grande internacionalmente; 2) O Giorgio já havia se juntado com um monte de artistas famosos nesses últimos anos, voltando a atuar inclusive com um novo álbum, com participações da tia Kylie Minogue, da planta Britney Spears, da Sia, da flopada Charli XCX, Mikky Ekko (que canta "Stay" com a Rihanna) e da talentosíssima britânica Foxes.

Pra quem reclama de linhas no Sistar, afirmando que a Hyolyn fica com todas, a divisão aqui está bem igual...

Não sei se é por eu ser fã do Moroder, mas achei que "One More Day" não decepciona em nada. O instrumental com os sintetizadores mais intensos, bem pesados, é provocante, delicioso de escutar e bastante viajado, atendendo a todos os quesitos necessários para uma faixa do tipo. O vocal mais dramático das meninas está bem bom, além de o refrão ser super grudento.

O videoclipe mostrando as meninas se curtindo e assassinando o cara que quis abusar delas também está ótimo, fugindo do que é habitual no K-Pop e, por isso, se destacando ainda mais. Além de ser um gás nas pautas LGBT na Coreia do Sul, algo que ainda é muito reprimido por lá. Ponto para todos os envolvidos.


Enfim, não creio que seja o tipo de coisa que entre numa lista de melhores do ano no Pop oriental em sites grandes, como Billboard, Vice/Noisey, ou de blogs especializados, como o Allkpop, o Asian Junkie e derivados, mas é uma boa música feita por um artista de alta relevância num cenário que pode ser ainda mais explorado nos próximos tempos.

Fiquem ai com o ótimo "Déjà Vu", o LP que eu citei do Giorgio Moroder que saiu no ano passado com a colaboração de vários astros internacionais. As minhas favoritas são "Don't Let Go", "Right Here, Right Now", "Tom's Diner" e, principalmente,"Wildstar" e "Back and Forth".

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