sexta-feira, 4 de novembro de 2016

'Keijo!!!!!!!!' é um dos animes mais ridículos que assisti na minha vida (recomendo)


Ooh, como vão? Enfim, como eu falei aqui nesse post de Yuri!!!!!!!!!! on Ice, resolvi me deixar levar pelo hype e dar uma chance para os dois animes mais comentados nessa temporada, seja no Twitter, em sites da blogosfera especializada ou em grupos no Facebook. Coisa que geralmente eu não faço, já que prefiro maratonar os desenhos em vez de assistir semanalmente.

Pois bem, já dei meus pitacos sobre a interessante e divertida animação sobre patinação no gelo. Só me restou mesmo falar de um dos troços mais ridículos que assisti esse ano (ou na vida, btw) vindo lá no Japão: Keijo!!!!!!!! (wtf o fogo no rabo com essas exclamações nos títulos):


Antes de tudo, preciso confessar que não fico chocado com o fato disso aqui ter hitado tanto internacionalmente. Esse tipo de besteira ecchi sempre foi comum no meio otaku e, pelo que pude assistir nesses primeiros quatro episódios, fica meio óbvio que o intuito disso é, justamente, exagerar no erotismo em prol da diversão. Se eu quiser forçar um tiquinho a barra, posso até dizer que é provável que quem bolou tudo isso tinha em mente trazer uma reflexão ao público sobre a espetacularização (essa palavra existe?) em cima do corpo feminino nos esportes. Mas, convenhamos, não é por isso que todo mundo tá assistindo, né?

Falei, falei, mas não contei qual o plot. Bom, "Keijo!!!!!11!!!1!ONZE1!!!" conta a história de umas garotas que entram numa escola especializada para treinarem prum esporte feminino (cujas apostas são legalizadas) de mesmo nome, em que as meninas, em bem poucos trajes, brigam numa plataforma sobre uma piscina. Aah, e elas só podem utilizar os seios e as nádegas.

A parada é tão explícita que a primeira frase dita no primeiro episódio é essa aqui:


Tudo é levado com a seriedade de um Shonen, visto que as personagens treinam e elaboram técnicas complicadíssimas para atacar suas oponentes, com bumbuns giratórios em alta velocidade, bumbuns servindo de canhões para rajadas de vento, bumbuns enrijecidos servindo de escudo, bumbuns gigantescamente macios servindo de refletores, seios hipnotizantes (no sentido literal) e por ai vai, escrachado dessa maneira.

E é lógico que tem MUITO fan service, com closes ginecológicos a cada dois minutos e nas mais diferentes situações, meninas se acariciando de forma quase sexual, erotismo e por ai vai.


E para ser bem sincero, tem lados bons e ruins nisso tudo. Começarei pelos elogios e deixarei para problematizar mais tarde.

O anime é tão tosco, mas tão tosco, que tudo soa como uma grande paródia. Todo mundo já está cansado de saber que uma considerável parte do público otaku é formado por punheteiros que gostam de se imaginar com sua waifu. Por isso, é de praxe que autores e diretores insiram erotismo velado em Shonens. Isso, muitas vezes, acaba fugindo do contexto das animações, sendo gratuito demais e tornando "normal" meia dúzia de situações que nunquinha deveriam ser normalizadas. Pensem no protagonista de "Nanatsu no Taizai" abusando sexualmente da co-protagonista todo episódio "só de brincadeira", por exemplo.


Por o nível de no-sense do desenho ser tão impensável, fica meio nítido que é para ser trash e que tais coisas não são normais, sim exageradamente fantasiosas. Então, podemos entender que, não, um esporte como o keijo nunca seria visto como normal no mundo real. Que isso é uma idealização adoecida e só.

Não estou afirmando que isso é algo saudável e que ver numa animação um monte de garotas pós-colegial, com caras de criança, em trajes de banho brigando usando os seios e a bunda apenas para "se animar" é um troço louvável. Muito pelo contrário. Respeito os desejos alheios, mas acho bizonho esse tipo de atração sexual, mesmo sabendo de toda a repressão que adolescentes e adultos sofrem lá no Japão. Porém, fica bem nítido que essa é a proposta de anime. Quem for assistir, assistirá sabendo disso. Não é como numa série ~não-erótica~ que, do nada, resolvem sexualizar uma personagem feminina como se fosse a coisa mais comum do mundo.


O problema mesmo é quando nos níveis mais "realistas" desse no-sense repetem os problemas de tornar normal alguns comportamentos que deveriam ser repudiados. Não li o mangá (e nem lerei), então não sei se mais coisas do tipo virão nos próximos episódios, mas numa das primeiras cenas, logo depois de um momento engraçadíssimo onde há uma zoação com pessoas que gostam de se mostrar nas câmeras para repórteres, uma jornalista apanha de seu chefe no meio da rua por entrevistar uma estudante que não foi tão bem nos exames qualificatórios.

Não quero roubar o lugar de fala de ninguém, então não vou me estender muito nesse tópico, mas é fácil entender que o keijo é identificável como uma paródia. Só que um chefe (homem) bater em sua empregada (mulher) não deveria ser visto como normal. Espero que os espectadores reconheçam esse tipo de coisa.


Encerrando, "Keijo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!" é do tipo de anime que é tão propositalmente absurdo, tão pensadamente tosco, tão culposamente ridículo, mas tão impensável que faz a volta e, em vez de ser ruim, surpreende por ser bom. É pesado, não pode ser visto na frente de ninguém, mas é engraçado, divertido, as personagens são carismáticas e, a cada episódio, somos colocados diante de situações criativas e que servem de entretenimento muito bem.

Se vocês entenderem o que deve ser visto como fantasioso e o que deve ser visto como real, super sugiro acompanharem.

4 comentários:

  1. Unica coisa contra foi o fato do jornalista batendo na reporter porque sempre que o chefe é um cara chato ou sem educação ele faz isso, eu sempre vejo como algo que pessoas ruins fazem e nunca deveria ser feito, pelo menos é a imagem que eu sempre tenho e entendo desde sempre, mas de resto tudo bem, eu peguei para assistir tudo no dia anterior e ri demais. Afinal de contas quem imaginaria que ao assistir um anime o personagem principal usaria uma tecnica chamada canhão de bunda a vacuo ou algo do tipo hahahahaha.

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  2. Terminei de assistir a primeira temporada. Ri muito das técnicas de bundadas e peitadas. Sinceramente, nem achei tão apelativo assim. Muito criativo. Na mesma pegada de Bento.

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