terça-feira, 8 de novembro de 2016

'Paradise' não é o jam instantâneo que eu esperava, mas ainda é uma boa faixa da Hyolyn


Como eu falei pra vocês aqui nesse post, a Hyolyn, do Sistar, é uma das minha celebridades sul coreanas favoritas. Os motivos, resumidamente, são por ela parecer a Sabrina Sato, por fazer umas coisas bem toscas e, o principal, por ter músicas bem legais em seu repertório solo.

Pois bem, ela finalmente lançou seu mini-álbum e, com ele, o esperado lead single Paradise. Eu tinha chutado pelo teaser que isso seria uma daquelas farofas Ariana Grande's Style, com elementos retrô, para ralar a raba no chão enquanto ela manda uns agudos aqui e ali. Será que acertei?


SIM, ACERTEI!!!!! Uma pena que o resultado final não ficou tão legal quanto eu imaginava.

"Paradise" tem exatamente o estilo animadinho que eu havia previsto, com um instrumental mais orgânico e retrô, que vai crescendo durante os versos e começa a explodir no pré-refrão, sendo substituído pelo destaque de um instrumento mais histriônico no refrão que, se não me engano, aqui é um violino, algo que ganha mais forma no pós-refrão, ao entrarem outros elementos enquanto ela "manda uns raps".

Isso é mais ou menos o que acontece em canções como Problem e Focus, da já citada Ariana Grande e, numa comparação menos óbvia (e mais eletrônica), em Red e Do It!, da HyunA.

Porém, infelizmente, a produção em "Paradise" acabou me incomodando um pouco e não fazendo-me gostar tanto dela quanto das enumeradas no parágrafo anterior ou quanto as lançadas pela própria Hyolyn como pré-releases. A voz dela, quando cantada, funciona muito bem e tem um flow gostosinho durante os versos iniciais, onde o arranjo instrumental contínuo mais voltado ao Soul serve de cama perfeita para sua interpretação, assim como lá depois da bridge, quando ela começa a gritar esganiçadamente.

O problema mesmo é quando ela solta o lado mocreia rapstar cover da Sabrina Sato no pós-refrão. Os "do it do it do it" e os demais trecos que ela diz parecem falados e não tem qualquer traquejo necessário numa interpretação Hip Hop, ficando estranhos demais no conjunto final. Mil vezes melhor seria se ela tivesse convidado alguma rapper DE VERDADE para essa parte. Poderia ser a Yubin até, elas se dão tão bem... :v


Enfim, tá legal, mas poderia ser melhor. Pelo menos o MV traz ela sendo gostosa em várias pegadas diferentes...






Nhé, falando rapidinho do EP It's Me, ele tá bacana de escutar e a "pior" mesmo é a faixa título. As parcerias com o Jay Park e com o Dok2 estão elegantes e azeitadas, as outras três trazem ela sendo melhor na hora do rap, mesclando os versos com a voz cantada de uma maneira bem agradável. Em especial, a faixa "Dope" está bem legal MESMO e, caso usada como lead single, passaria uma credibilidade bacana para ela como rapper (ou cantora que faz uns raps, tanto faz). Pena.

Uma pena também ter sido só um mini-álbum. Se eu fosse ela, incluiria Dark Panda, Love Line e My Love na tracklist e venderia isso como um segundo full album.


Isso de "jam" eu copiei de outro blogueiro ai

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