domingo, 9 de outubro de 2016

BTS aposta no dancehall em 'Blood Sweet & Tears', mas não fica tão bom assim


E lá vamos nós cutucar mais um vespeiro.

Bom, a essa altura do campeonato, com hashtags bombando o dia todo no Twitter, trocentos comentários em grupos de Facebook e por ai vai, todo mundo da deve saber que os caras do BTS estão de volta, enlouquecendo a fanbase após duzentos e cinquenta e quatro teasers e trailers, lançando um novo álbum e um novo MV.

Antes de comentar o que achei de Blood Sweet & Tears, acho que vale a pena enfatizar alguns pontos que provavelmente serão ignorados pelas army sobre o grupo. Eu não odeio o BTS. Embora eu não me lembre de nenhuma canção deles não usada como single, ignore que tenham existido antes de 2015 e ache Fire um troço chato pra caramba, barulhento e sem qualquer sutileza, tenho bastante apresso pela vertente mais ~etérea~ que eles se propõem algumas vezes.

Por exemplo, I Need U é uma das minhas músicas favoritas do ano passado, assim como Run também é deliciosa e digna de destaque. Nesse ano, a que mais gostei deles foi Save Me, uma forte candidata a entrar no meu top 50 de 2016.

Uma pena que a nova deles não tá tão boa assim...


"Blood Sweet & Tears" mantém a veia etérea que gosto de acompanhar nos lead singles do grupo. Os sintetizadores viajados que aparecem no início e retornam no pré-refrão são os grandes responsáveis por isso. O problema é o resto.

Tudo bem que tá na moda fazer Tropical House/Dancehall desde que o Justin Bieber estourou de novo com "Sorry". Só esse ano, vários dentro do K-Pop soltaram canções nessa pegada, tipo a HyunA, a Taeyeon e a BoA. Só que isso precisa ser bem aplicado, bem montado, ou fica datado demais. O resultado final ficou parecendo uma faixa da Banda Uó.

E eu até relevaria isso, já que amo Banda Uó, mas os versos estão pouco inspirados e, vá lá, cafonas demais. Ficarem repetindo "muito, muito, muito" várias vezes no refrão enquanto tocam as batidas é quase infantil.










O MV, por outro lado, está bem bacana. Pelo que entendi, eles usaram misticismo e homossexualidade para metaforizar aquilo de abrir as asas e ser livre pra voar. Está bem filmado, o cenário tá legal, os ícones religiosos estão interessantes. Eu curti, mas não me fez gostar mais da música.

O lado bom disso é que, por associação, acabei escutando o álbum inteirinho enquanto escrevia aqui o meu TCC e ele está bem aproveitável. As partes de rap estão bem colocadas e a maioria dos instrumentais são bem interessantes e diferentes entre si. Confiram ele completinho abaixo...


Comentários sobre o novo grupo masculino da CUBE virão outro dia, pois estou tentando dar uma periodicidade coerente a esse blog. Bjokas.

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