terça-feira, 11 de outubro de 2016

Aimer entrega o Rock 90's em seu novo álbum, 'Daydream'


Eu tenho falado de J-Pop bem menos do que eu gostaria, então meio que estou me obrigando a sentar a bunda nesse momento e escrever alguns posts sobre a cena musical japa, os quais pretendo ir soltando aos poucos durante essa semana, começando por agora.

Felizmente (para mim), acabei não tendo muita dificuldade de encontrar material recente sobre o assunto, já que, muito por conta do recém-lançamento do Fantôme, parece que a galera high profile lá da ilha do sol nascente resolveu soltar bastante coisa. Nessa lista, entra a maravilhosa da Aimer com o seu quarto LP completo, o Daydream...


Impressionantemente, eu só conheci a Aimer esse ano, quando assisti o anime "Koutetsujou no Kabaneri" (cujo review já está pronto e sairá em breve, leitores otakus), do qual ela participa da OST. Mas nada de colocar o carro na frente dos bois, falarei disso mais pra frente.

Do que pude escutar de sua discografia, é bem nítido que há uma referência no Pop/Rock que estourou internacionalmente no início dos anos 2000, com Linkin Park, Evanescence e acompanhantes. Pop/Rock esse que, por si só, é derivado do que outros grupos já faziam nos anos 90. Essa sonoridade é mantida no "Daydream" e pode ser comprovada no videoclipe que coloquei ali em cima da faixa "Insane Dream", que estaria em casa na trilha sonora de Jovens Bruxas ou da série Buffy - A Caça Vampiros.


Tirando essas referências mais óbvias, é válido também citar que a maioria das canções do CD tem na produção o dedo do Taka, vocalista da banda ONE OK ROCK, além de participações do TK from Ling Tosite Sigure, da cantora Mao Abe e do eternamente aclamado Hiroyuki Sawano, cara responsável pelas trilhas sonoras de "Attack on Titan", "Ao No Exorcist", "Kill la Kill", "Gundam", "The Seven Deadly Sins" e, recentemente, "Koutetsujou no Kabaneri", de onde saiu o single "Ninelie".

Falando um pouco sobre ele isoladamente, temos aqui um dos grandes destaques do álbum e também de todo o nicho japa esse ano. É uma power ballad muito bem montada, que começa tensa e vai adquirindo elementos até explodir no refrão. É uma das minhas coisas favoritas dos últimos tempos.


Não vou fazer aqui um review faixa a faixa, mas tenham e mente que esse é um álbum que vale muito a pena ser escutado. E não só por existir essa aura de mescla entre temas de animes do século passado com o Rock de anos atrás, mas por ter algo genuinamente "Pop" nas composições que torna todo o pacote final palatável, acessível e bem grudento.

Confiram ele completinho ai no Spotify...

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