sábado, 24 de setembro de 2016

Pacotão de comentários: Anda, DIA, LABOUM, EXO, BTOB, Infinite e Song Ji Eun


Como eu sempre digo, ser adulto é uma merda e, infelizmente, não consigo ter todo o tempo do mundo para me dedicar às coisas que eu gosto. Falo isso, pois adoraria ter tempo de produzir vários e vários posts por dia aqui no blog. Material pra isso não falta, só espaço durante o dia mesmo.

E o que fazer quando tem bastante coisa pra comentar em um curto período de tempo? Obviamente, mais um dos meus pacotões...


A Anda tinha despertado um pouquinho da minha atenção ano passado com a divertidinha Touch, cujo MV despertou comentários homofóbicos na Coréia do Sul por conta do conteúdo lésbico. A graça que eu vi nela, assim como o seu excesso de preenchimento labial, se foi na pavorosa Taxi, lançada no início desse ano. Felizmente, ela parece ter voltado a boa forma musical e visual com "Like Family".

Curti a mescla de Folk com R&B/Pop, pois me soa fresca em meio a tantos exageros sônicos que tem sido lançados em 2016. É uma faixa contida, mas com um balanço diferenciado, realmente boa de ouvir. O refrão é bacanudo, assim como o videoclipe bem bolado. Os momentos finais, com a câmera se afastando repetidas vezes enquanto coisas mudam no cenário é uma boa sacada...


Eu tinha achado o debut do DIA legalzinho, embora todo o pacote soasse como algo rejeitado pelo Apink. De lá pra cá, elas não lançaram mais nadinha que presta. A nova delas, "Mr. Potter", é razoavelmente legal. Não vou gastar os caracteres desse parágrafo falando do quanto isso ai é visual e sonoramente igual a algo que o Red Velvet lançaria pré-Roleta Russa, pois seria chover no molhado e meio que já estou cansado de reclamar sobre o cenário coreano estar ficando cada vez menos interessante com a falta de criatividade que vem ocorrendo esse ano. Eu ouço "Mr. Potter" e, imediatamente, me vem Ice Cream Cake na cabeça. Na comparação, prefiro a segunda...


Essa aqui já saiu tem um tempinho e eu nem pretendia comentar. Porém, 95% das vezes que escuto Secret Time no YouTube, o modo automático coloca-a logo em seguida, fazendo-me consumi-la por associação. E que bom que o YouTube fez isso, pois "Shooting Love" é uma faixa ótima! Os versos serem levados como se fossem gritos incentivadores de líderes de torcida por cima duma base eletrônica marcial cola bastante com o refrão mais cantado, cujo instrumental de fundo remete um pouco ao jeito como a guitarra é tocada caracteristicamente no Surf Rock. O MV também está divertido. Curti tudo. Agora, junto com Aalow Aalow e What About You, já são três músicas boas em dois anos de carreira. Vai, LABOUM!


E ai que os caras ~que cantam~ no BTOB lançaram uma sub-unidade chamada BTOB-BLUE. A faixa deles é essa xaropada ai em cima. Se tiverem coragem, podem dar play, mas já adianto que parece aquelas músicas que colocam de fundo naqueles vídeos de festa de casamento quando vão mostrar a mesa com os docinhos...


O Infinite resolveu voltar a fazer música boa e lançaram essa "The Eye". Porra, que troço legal, viu. O modo como misturam os sintetizadores eletrônico "futuristas" com elementos mais orgânicos, como violinos e tambores, é maravilhoso. O tom mais dramático colocado na interpretação vocal também é digno de nota, assim como os andamentos mais dissonantes em toda a canção. Acho que a minha parte favorita é o pós-refrão, com um dubstep esquizofrênico surgindo do nada. Candidata seríssima a melhor lançamento masculino desse ano...


Para fazer valer a inconsistência de seu catálogo, o EXO participou de um STATION da SM e veio com essa "Dancing King". Está engraçadinha, divertida e tudo mais. Não tem muito mais a comentar além do fato de parecer uma farofa que algum ato Pop latino lançaria (Enrique Iglesias, Pit Bull, Anahi, JLo) e todos teriam vergonha de elogiar...


Pra encerrar, a melhor desse pacotão. Eu não me importei nem um pouquinho com os lançamentos solo da Song Ji Eun, assim como nunca nem reparei em sua existência no Secret, aquele troço chato que provavelmente deve disbandar em breve. Só que me deu uma vontade de re-escutar o "25" e os demais trabalhos dela, tamanho o efeito causado em mim por "Bobby Doll".

Um momento para eu confessar algumas coisas aqui sobre o K-Pop - e a música Pop num geral. Dos últimos anos pra cá, o número de artistas que vem ousando e entregando faixas que fogem do Dance Eletrônico habitual tem se reduzido drasticamente. Não estou dizendo que não gosto de farofões-bate-cabelo-EDM, pelo contrário, escuto bastante. O problema é que com MUITA GENTE fazendo, a quantidade de coisa boa saindo disso tem ficado escassa. E a quantidade de gente no Pop buscando sonoridades diferentes disso, com elementos mais orgânicos e instrumentais mais trabalhados, está ficando mínima.

Por isso vibro tanto quando alguém como a Gain lança algo remetente ao Jazz, ou quando nugus como o 4TEN ou atos hypados como o AOA se aventuram pelo Rock. E esse é o sentimento que estou tendo com "Bobby Doll", que tem no violão seu maior enfoque. Porém, ainda assim, é dançante, vibrante, grudenta, genuinamente Pop. E é claro que o MV espetacular, zoando o mercado idol coreano, ajudou nessa minha empolgação.

Adoraria mais disso no K-Pop...

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