domingo, 11 de setembro de 2016

O Espanta Tubarões (2004)


A Cartoon Network exibiu na última sexta (9) o desenho O Espanta Tubarões, de 2004. Esse é um dos meus longa-metragens animados favoritos da vida e o segundo filme que assisti no cinema.

Ele retrata uma versão submarina de Nova York, tendo como guia principal o peixe Oscar, que trabalha num "lava-jato" de baleias e sonha atingir fama e ser respeitado por todos em seu recife. Por uma ocasião do destino, o cara acaba se tornando conhecido por assassinar (hahaha) um tubarão, tornando-se uma celebridade instantânea e, de certa forma, passa a ser visto como um herói pelos peixes do local.

É claro que tudo não passou de um grande mal entendido, já que o suposto tubarão assassinado, na verdade, foi esmagado por uma âncora enquanto o perseguia. E é claro que Oscar usou isso a seu favor, aliando-se ao irmão do tubarão morto, o Lenny, que também é filho do chefe da máfia de tubarões daquela parte do oceano e... Vegetariano.


Nisso, temos uma trama redondinha e bem montada, tratando de temas bem sérios de uma maneira bastante leve, recheada de referências à cultura Pop, ironizando os esteriótipos das comunidades italo, afro e latino americanas em pipocões e homenageando os filmes "Tubarão" (1975), "Car Wash: Onde Acontece de Tudo" (1976) e "O Poderoso Chefão" (1972).

O elenco original conta com as vozes do Will Smith, do Robert De Niro, da Angelina Jollie, do Martin Scorsese e de vários outros medalhões de Hollywood. A dublagem brasuca também não deixa a desejar, dando até um gostinho especial ao pacote final. A trilha sonora é repleta do que de melhor rolava na cena Pop americana no início dos anos 2000, com Christina Aguilera, India.Arie, Justin Timberlake, Missy Elliott, JoJo, Sean Paul, Mary J. Blige, The Pussycat Dolls, Ziggy Marley e por ai vai, com releituras de clássicos da música negra muito bem interpretados.

O filme atingiu o primeiro lugar em procura em seu fim de semana de estréia, faturando mundialmente em toda a campanha em torno de U$367 milhões, sendo um dos mais assistidos do ano. Além disso, foi um dos indicados ao Oscar de Melhor Animação do ano seguinte, perdendo junto com "Shrek 2" a estatueta de ouro para o igualmente sensacional "Os Incríveis", da Pixar.

Ironicamente, por sabe-se lá qual motivo, a recepção da ~crítica especializada~ não foi tão favorável. O longa tem notas baixas no Rotten Tomatoes e no Metacritics, uns criticando que o filme era genérico e bobo demais, outros falando que ele tinha uma abordagem muito adulta e demasiadamente complicada para as crianças entenderem. Algumas organizações que defendem a "família" também se incomodaram com homossexualidade subjetiva do Lenny, alegando que isso não seria um bom exemplo para a molecada. Tudo besteira...


"O Espanta Tubarões" é um filme divertido e despretensioso, criado para o entretenimento. A adição de elementos mais maduros em seu roteiro (assassinato, máfia, agiotagem, namoro por interesse) é feita de maneira TÃO sutil - e explicativa sobre o que é bom e o que é ruim - que totalmente funciona. O longa tem 12 anos de idade e soa fresco como se lançado ano passado. São sequências de cenas icônicas, sendo impossível escolher apenas uma como o ápice.

É o tipo de produção que deve ser assistida anualmente, mostrando o quanto pipocões podem ser eficazes em muitos tipos de análises.

E a sexta-feira passada foi tão frutífera em relação a programação na TV que não só um filme sensacional do cinema da animação foi exibido, mas dois. Entretanto, falarei desse outro mais pra frente. Enquanto isso, aproveitem para relembrar a trilha sonora no Spotify. O recover 2000's é real...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...