quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MOVIE REVIEW | Pets: A Vida Secreta dos Bichos


Olá, pessoas que adorariam ser animais que moram na parte rica de Nova York apenas para viverem uma série de aventuras mal planejadas enquanto seus donos estão fora. Como estão?

Eis que, finalmente, consegui assistir um dos filmes que mais vinham prometendo sucesso desde o ano passado. Sim, meus caros, fui ao cinema para assistir uma animação e fazer a editoria inicial desse blog valer a pena. Enfim, confiram ai os meus dois centavos sobre Pets: A Vida Secreta dos Bichos...


Quem já acompanha esse blog há um tempo, desde a época que eu limitava os comentários dele apenas ao mundo das animações, sabe o quanto eu apostava enlouquecidamente nesse longa. Seja pelos trailer icônicos, pelo plot que eu julgava interessante ou mesmo pelo fato de a Illumination quase que semanalmente sempre soltar alguma novidade disso, garantindo bastante pauta em tempos de marasmo.

O problema da vida é que expectativas estão ai para serem quebradas, não é mesmo?

Contextualizando, "Pets" tem Nova York como cenário para contar a história de animais de estimação que vivem suas próprias vidas enquanto seus donos estão fora de casa. Nisso, temos como foco principal o cãozinho Max, adotado ainda filhote por sua dona, que vê seu status quo desmoronar quando a mesma, anos depois, traz outro cachorro para o apartamento: o destrambelhado e valentão Duke.

E ai, é aquela mesmo história de sempre. Um arma para o outro se dar mal e tais armações fazem com que ambos acabem se metendo em encrencas. No caso, serem levados pela carrocinha, salvos por um coelho revolucionário psicopata que comanda uma sociedade secreta de bichos abandonados no esgoto e acabarem como alvo desses animais.


Do outro lado, temos os demais pets da trama, vizinhos de Max, tentando resgatá-lo e percorrendo diferentes e inusitados pontos de NY para isso.

Nisso, podemos enxergar as diferenças de perspectivas dos os animais adotados, com um lar, para com a dos abandonados. Isso é muito bem representado na diferença de paleta de cores quando as cenas são focadas nos moradores do esgoto, sempre mais densas, fechadas, escuras e frias, para quando aparecem os mascotes na cidade e nos apartamentos, bem quentes, limpas, vibrantes.

Aliais, a fotografia desse filme é muito boa. Manhattan é lindamente pintada como em uma tela nos takes externos, assim como Brooklyn e os demais pontos da cidade. Uma pena que esse mesmo bom gosto não foi empregado quando montaram o roteiro e trabalharam os personagens, os dois maiores problemas do filme.


É claro que eu não vou exigir plot twistes mirabolantes e genialidades de um pipocão infantil, mas caramba, é tudo MUITO óbvio de início ao fim. Guardando os spoilers para não tirar o pouco da graça de quem for assistir após ler esse texto, é facílimo adivinhar o que acontecerá no final do longa, assim como também é nítido enxergar o que virá no fim de cada segmento, já que não há muitas nuances ou possibilidades dentro do roteiro. É básico demais e isso acabou sendo broxantes.

Além disso, a impressão que dá é que poderiam retirar 80% dos personagens que a delícia continuaria igual, já que a maioria ali não serve para nada além de repetir esteriótipos. Principalmente no núcleo dos vizinhos do Max, tudo fica abaixo do genérico. Não há desenvolvimento. Eu esperava que a gata Chloe fosse ser um dos personagens mais legais que eu assistiria nas telonas esse ano, mas a mesma se limita a emular os vídeos de gatinhos gordos que pipocam semanalmente no YouTube. Carisma zero. Empatia zero.

Só salvo mesmo alguns personagens do esgoto (o porco em especial), que conseguiram ter um contexto por trás, fazendo-me acreditar em suas motivações. O resto, não. Até a interação do Max com o Duke é só uma repetição menos interessante de casos já retratados. Pena.


"Pets: A Vida Secreta dos Bichos", surpreendentemente, foi muito bem nas salas dos EUA e segue com força nas daqui do Brasil, mesmo em tempos de crise, mesmo sendo lançado logo na semana de volta as aulas.

Vi que um monte de ~críticos especializados~ disseram que era uma cópia mal feita de "Toy Story", mas todos estão bem loucos, já que não é por essa vertente que o longa-metragem segue. Esse é um daqueles casos onde as pessoas nem viram o filme, ou viram e não o entenderam, e repetem as besteiras que algum outro cara disse. Ignorem, assistam o filme e tirem suas próprias conclusões.

A minha conclusão é que foi uma perda de tempo e dinheiro. A de vocês pode ser diferente.

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