terça-feira, 13 de setembro de 2016

ANIME REVIEW | Seisen Cerberus: Ryuukoku no Fatalite


Outro dia eu conversava com um amigo e ele, levantando a voz e batendo com a mão direita no peito de maneira enfática declarou: Não existem mais animes como antigamente! Ele lembrava de uma época onde as produções japonesas eram mais voltadas para a diversão, com aventuras misturando diferentes tipos de mitologias e que contavam a história de um herói de maneira envolvente, não tão realista e pedante quanto o que é feito atualmente.

Só não joguei o açaí que eu consumia naquele momento na cara dele porque, duh, é açaí. Vontade deu, já que, obviamente, esse meu amigo não leu minha resenha para o moderadamente ridículo Reikenzan: Hoshikuzu-tachi no Utage, que evoca justamente esse espírito aventureiro unlimited dos desenhos do fim dos anos 90.

E ai que essa foi a maravilhosa deixa para eu finalmente assistir o outro anime revival dos anos 90 que saiu esse ano, só que na temporada de abril, e fazer aqui um reviewzão básico sobre ele. Confiram ai os meus dois centavos sobre Seisen Cerberus: Ryuukoku no Fatalite...


Eu poderia muito bem fazer uma introdução gigantesca como a do post lá de "Reikenzan", mas não ficarei me repetindo tanto assim. O que acontece é que "Seisen Cerberus" tem o mesmo mote de retomar o estilo de história e universo de animes feitos há uns 20 anos atrás, embora não acerte tanto no conjunto final quanto o anterior.

Temos o protagonista iluminado com um poder especial que sai para viver mil aventuras mundo a fora. Temos os seus companheiros, os vilões secundários afetados, milhões der cores na tela, milhões de criaturas diferentes passando pra lá e pra cá nos cenários de uma realidade onde o futuro e o passado se encontram esteticamente, tudo acompanhado de uma trilha sonora melancólica e várias forçações de barra bem divertidas.


Dando uma resumida na conjuntura, temos aqui a história do jovem espadachim Hiro, que viaja o mundo em busca de vingança contra o poderosíssimo dragão devorador de almas que assassinou seus pais, uma dupla de magos que tentavam selá-lo num ritual envolvendo milhares de pessoas dos três reinos que formam aquela nação.

O problema é que ele é um bosta com a espada.


Dito isso, temos também seus companheiros de viagem, seu guarda-costas humano/demônio que tenta ensiná-lo como lutar, um órfão zoeiro que o ajudou nas ruas, uma humana/felina ladra vendedora de informações, um dragão criado muquirana que cuida do dinheiro do grupo e uma garota com design inspirado na deusa Aqua que surgiu misteriosamente no deserto, saindo da boca de um dragão, com poderes de cura e vocabulário limitado.

O plot gira em torno do grupo em busca do terrorista mercador de armas Nanbuuko, que está em posse do artefato mágico que os pais de Hiro usavam para selar o dragão. Tal poder permite que todos os desejos de seu dono sejam realizados. Então, vemos motivações diferentes no time de aventureiros para obtê-lo.

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O grande ponto alto de tudo é apostarem com força no trash. O roteiro é ligeiramente clichê, mas os personagens cativam por suas cenas e reações. Suas histórias, isoladamente, são divertidas. Como eu disse, todos os conceitos dos animes pipocas de antigamente são seguidos a risca, fazendo disso uma versão moderna de "Slayers" ou "Ragnarok".

Entretanto, se vocês ai forem do time de expectadores que preferem histórias bem mais aprofundadas, com plot twitsties a rodo e tramas mais elaboradas, passem longe. "Sensei Cerberus" é o tipo de anime arroz com feijão. Embora não seja tão impactante quanto outros parecidos que assisti esse ano, ainda vale a citação.

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