quarta-feira, 3 de agosto de 2016

K-Flops de julho, estrelando 'LiVii', 'D.Holic', 'UNICORN', 'Eyedi' e muito mais


Vamos ser sinceros: 2016 está uma bosta para a música Pop asiática até agora, né? Eu vinha tentando não admitir isso por dois motivos, 1) tendo a não me satisfazer com a opinião geral, buscando sempre pontos de vista mais elaborados em vez de seguir ideias dos outros que nem um zumbi e 2) eu preferir pensar positivo nesse mercado, visto eu escrever quase que diariamente sobre ele.

Só que, enquanto montava aqui as listas de melhores faixas do K-Pop e J-Pop de 2012 para cá, me vi pensando em algo. É muito difícil separar as melhores de ambos os países nos últimos anos, tanto que algumas virão com até 30 posições. Porém, se tratando de 2016, nem sequer consigo imaginar um top 10 que não ficasse desonesto com o que considero minimamente aceitável para um destaque de doze meses.

Talvez o mercado mais mainstream lá do outro lado do mundo esteja ficando parecido demais com o dos EUA, talvez artistas melhores devesse retornar, talvez eu não esteja procurando direito por algo que preste. Então, como não quero deixar o meu critério de qualidade baixar a ponto de eu gostar de várias faixas bem sem graça só por não ter nada melhor no lugar, resolvi fazer um apanhado de canções que saíram recentemente, mas que não tiveram destaque por ai, seja por os idols/artistas não serem conhecidos, ou por não se renderem ao que é ditado como Pop no momento.

Confiram clicando ai abaixo...


Essas meninas debutaram ano passado com a horrorosa HUK, emulando a sonoridade bobinha do Apink com alguns elementos eletrônicos aqui e ali só para disfarçar e dar um ar mais hipster ao pacote todo. Lembro que achei uma bosta na época e ignorei-as veemente. Isso só para, apenas de sacanagem, elas voltarem espetaculares há uns dias atrás, com a ótima Blink Blink.

É aquela soma deliciosa de vocais adocicados com um instrumental frenético, repleto de sintetizadores, mas ainda soando orgânico, que o F(x) fazia muito bem há uns anos atrás e que a SM reaproveitou para o Red Velvet no primeiro álbum delas.

Já o MV de baixo orçamento me lembra muito as produções do FEMM, com elas dançando aleatoriamente num fundo branco enquanto vários efeitos são montados. Chutaram meu traseiro mesmo, viu...


Falando em SM, me ofende o fato de as pessoas darem tanta atenção ao lixo do NCT e não repararem nas boas coisas que a gravadora solta. Essa My Show, do produtor LDN Noise com a tia Cha Ji-Yeon, por exemplo, entregou um House/EDM que fica naquela beirinha entre o hipster e o farofão que todos costumam pagar pau, mas acabaram nem reparando que existiu...


O fato disso aqui não ter nem 15 mil visualizações no YouTube enquanto vídeos de playboyzinhos brasileiros de cueca se melecando com amoeba viralizam diariamente é quase um crime. Eu nunca nem tinha ouvido falar dessa Eyedi, mas, passando lá por aquele site que o planeta inteiro usa para "comprar" os lançamentos do capope, vi essa capa parecendo "Memórias de uma Gueixa" e me interessei...


Imaginei que ouviria algo remetendo ao cancioneiro folclórico oriental, mas me surpreendi com Sign sendo um Pop/Funk, brincando com diferentes texturas e regado a sintetizadores espetacular. O modo como ela canta transmite toda a vibe solar necessária para esse tipo de release, que fica ainda mais forte com o MV, onde ela paga de gostosa/fashion na praia, na rua e em bastidores do mundo da moda. Tá ai uma boa candidata a figurar numa lista de fim de ano...


Dei uma pesquisada e descobri que essa tal de LiVii é razoavelmente conhecida entre os capopeiros mais alternativões que usam Tumblr e o MV acima de Luna deixa bem claro o porquê: uma faixa verdadeiramente eletrônica (e não um Pop com teclados aqui e ali), com diferentes camadas e explosões sônicas surpreendentes. O refrão parecendo ter sido feito num Game Boy Color é de enlouquecer, sério...


A presença masculina da lista vai para o Diallo, que com sua Sexy Body gravou um Pop/Funk com bem mais peso e consistência instrumental que o que é feito por duzentas e cinquenta e nove boy groups mensalmente. Não achei nenhum MV, mas esse é o tipo de música que vale mesmo sem o acompanhamento visual...


Para terminar, é preciso comentar Color Me Rad, do D.Holic. Segundo o divulgado na maravilhosa imprensa internacional do capope, caso essa faixa não vendesse 2 mil cópias, a gravadora daria disband no grupo. Imbecilmente, gravaram um tão MV horroroso pra isso que meio que mata a música, tanto que eu prefiro nem colocar aqui. Também nem investiram em programas de TV populares para performances, mostrando o quanto não sabem gerir um ato Pop corretamente.

Burrices corporativas a parte, temos ai um EDM/Clubber que ficaria em casa na discografia do T-ara pós-"Sexy Love". Ou seja, tem o peso ideal para ser taxada como séria e não de ranger os dentes, portando um refrão grudento e toda uma aura meio transcendental muito bem vinda.

Vamos torcer para que as coisas melhorem daqui pra frente e atos mais famosos lancem faixas tão boas quanto essas...

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