terça-feira, 19 de julho de 2016

Stellar voltou mais genérico que nunca com 'Crying'


Todos no público capopeiro já devem saber disso, mas as meninas do Stellar fizeram seu comeback ontem.

É claro que, dado os lançamentos bastante acima da média dos últimos anos, como "Marionette", "Mask", "Vibrato" e, nesse ano, a ótima "Sting", com videoclipes metalinguísticos e toda uma história por trás que juntou a atenção do público internacional para as quatro, além do fato de esse poder ser sua última chance de hitar antes de um provável disband, qualquer coisa que elas fizessem levantariam minhas orelhas para o que elas trouxessem.

E como é quase lei eu me decepcionar quando mantenho expectativas altas, o resultado foi isso aqui...


Crying é uma daquelas faixas que não tem nada de mais, mas acabam pescando pessoas pela semelhança com inúmeras outras coisas já lançadas. Temos aqui um EDM básico do produtor Brave Brothers, com alguns poucos elementos remetentes ao Deep House e à Disco Music, mas sem se aprofundar em nada disso, permitindo que ela se torne acessível ao grande público. Basicamente, uma versão 2016 de So Cool, do SISTAR.

Se por um lado isso não dá identidade nenhuma à música, por outro, tivemos sorte de ela não ser tão vergonhosamente barulhenta quanto outros EDMs já produzidos por ele, como Heart Attack, das minhas namoradas, e I'm ill, do Hello Venus. A melodia vai crescendo com elementos que são adicionados aos poucos, permitindo uma transição sutil entre cada momento da faixa. Nada memorável, mas não chega a ofender, pelo menos.


O que ofende mesmo é o MV. Que bosta elas adotando esse esteriótipo de "gostosas despidas curtindo o verão" em vez das metalinguagens habituais que elas proporcionam. É uma regressão bem indigesta.

No fim, o que fica na boca é um gosto bem sem graça mesmo, tipo mamão sem açúcar, sabe? Talvez se ele tivesse acompanhado de outras frutas e uma colherada de mel, teria mais sabor.

"Crying", parece aquelas faixas Pop/Dance que ouvíamos na Jovem Pan na década passada, que os artistas vivem revivendo aqui no ocidente e os capopeiros mais pedantes usam como parâmetro para convencer os amigos de que o K-Pop é melhor...







...como se o K-Pop não copiasse tudo isso.

A proposito, WTF a gravadora mudando o nome da música, criando um canal e jogando o MV lá aleatoriamente em vez de postar no da CJ ou no das próprias meninas. Que pena dessas quatro. Tomara que consigam deslanchar dessa vez.

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