sexta-feira, 15 de julho de 2016

MOVIE REVIEW | Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme


Olá, pessoas que adorariam fazer parte de uma turminha que sai para brincar num dia de neve, ter um cachorrinho que viaja na própria imaginação e uma irmãzinha que lucra com a sua desgraça. Como estão? Espero que bem.

Esses tempos em férias forçadas pós eliminação num survival show da MTV me deram bastante tempo para assistir o tipo de coisa que eu vinha adiando por sei lá qual motivos (preguiça, esquecimento, falta de tempo, em geral), incluindo um dos longas daquela série de reviews que eu tinha prometido para o final do ano passado, antes de anunciarem os indicados ao Oscar.

Então, seguem abaixo as minhas considerações sobre o bonitinho Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme...


Antes de tudo, vale comentar que eu sou ridiculamente das historinhas do Snoopy e dos demais personagens criados pelo Charles M. Schulz. Lembro de ler as tirinhas em algum jornal quando criança nos anos 90 e de ter visto um sem número de curtas com eles na TV - os de natal e dia dos namorados estão entre os mais clássicos. Então, qualquer nova produção envolvendo Charlie Brown e sua turma me afeta de maneira diferenciada, pois ativa a minha chave da nostalgia.

Dito isso, a minha reação na primeira vez que assisti o trailer acima foi... esquisita.

Amei o fato de, mesmo sendo algo construído em CGI, manterem o posicionamento dos personagens como se tudo ainda fosse em 2D, andando de um lado pro outro na maior parte do tempo. É o tipo de abordagem que funciona com o ar infantil necessário para retratar a obra.

HUAHUAHAUHAUAHUA
O problema era o roteiro. Seria possível que, em 2016, num mundo onde filmes infantis, em geral, são de fábulas com animais ou seres místicos superpoderosos, ainda haveria espaço para a simplicidade do cotidiano de crianças? Bom, após assistir, minha resposta imediata foi um singelo "mais ou menos".

Apostando na simplicidade, felizmente, o longa traz Charlie Brown  descobrindo o amor  quando uma nova vizinha chega em sua rua. O rapazinho vinha numa maré de azar bem chata, deixando-o (como sempre) no papel de trapalhão do grupo. Porém, para tomar coragem e falar com a menina de cabelos ruivos - e rosto desconhecido, na maior parte do tempo -, ele decide mudar, adquirir confiança, ser um novo Peanuts.


Então, bem na linha de animações em longa-metragem para TV dos anos 60, temos ele e as demais crianças interagindo em várias situações, cada qual como se fosse um episódio do desenho. Vemos ai o quanto o caráter e o bom coração do dono do Snoopy prevalece sobre as situações erradas que podem fazê-lo tirar proveito dos outros, o que é fofo e passa uma mensagem legal.

Entretanto, paralelamente, resolveram colocar uma aventura imaginária do Snoopy como aviador de um conto escrito por ele mesmo. É, basicamente, o mesmo que ocorre na animação antiga, onde o cachorrinho, no meio das histórias, perde-se em seus devaneios e acaba roubando a cena por segundos em algo totalmente aleatório ao que acontece. Se isso funcionou em um longa de uma hora e meia? Não. Foi apenas demais, na verdade. Se fosse só um momento em vez de a história dele ir crescendo conforme os acontecimentos, ficaria melhor. Mesmo que esse tenha sido o fio condutor para o segmento dos diferentes atos do filme principal, foi exagerado.


No mais, por conta também dos demais personagens cativantes, é um filme que prende aqueles que são fãs. Gosto do ritmo um pouquinho menos frenético dele, das texturas mais caricatas adotadas pra animação e do fator nostalgia que ele me proporciona. Entretanto, não acredito que seja um filme para a atualidade.

Eu tinha odiado essa música quando saiu, mas até que o ritmo caribenho com a voz de pato da Meghan Trainor casou com o contexto da cena do baile...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...