segunda-feira, 18 de julho de 2016

Com 'And July', Heize e DEAN repetem parceria e entregam OUTRO dueto incrível em 2016


A segunda edição do Unpretty Rapstar pode não ter sido unanime em aprovação popular, mas é fato que a competição nos permitiu abrir os olhos para alguns talentos que acabamos não prestando tanta atenção, visto não fazerem parte de grandes gravadoras, ou por não estarem nos circuítos mais populares frequentados por idols. Dentre esses nomes, um que já vinha me chamando a atenção no reality e fora dele é o da Heize

Ela acabou de lançar o seu primeiro EP, intitulado And July, trazendo como faixa título essa parceria com o DEAN e o DJ Friz, cujo MV já está entre nós...


Aaargh, que música gostosa. É bem difícil encontrar uma rapper que consiga mandar bem nas rimas, com um flow bacana e, ainda assim, conseguir cantar bem. Aqui no ocidente, os nomes mais óbvios são a Negra Li, a Erykah Badu, a Janelle Monáe e a Lauryn Hill. No oriente, em uma menor proporção, talvez a CL e a Jessi. E agora, a Heize.

O instrumental de "And July" grita a 90's por haver toda uma construção mais orgânica, com as batidas contadas pela caixa e a inserção de um andamento de fundo mais lento feito pelo baixo, mas possuir uma adição de velocidade levada pelo piano. É claro que as palmas, batidas de pratos e backing vocals mais gritados ao final dão todo um sabor bem mais especial.

A contraposição das rimas mais malemolentes, por vezes até cantadas, da Heize com o ótimo vocal do DEAN, que acertou em cheio ao só seguir afinado a melodia em vez de rechear a performance com agudos e melismas desnecessários, faz dessa uma colaboração que permite aos dois brilharem tanto individualmente, quanto juntos.


Já o MV, dirigido pelo DigiPedi - duo responsável por algumas das melhores produções visuais do Orange Caramel, do Epik High, do EXID, do Stellar e de mais um monte de gente -, mostra os dois como um casal birrento e teimoso, que implicam entre si durante todo o dia, vingando-se de maneiras bem toscas e aleatórias.

As coisas ficam ainda mais interessantes para esses dois quando percebemos que esse dueto não é o primeiro deles esse ano, mas o segundo nesse molde:


Shut Up & Groove, lançada há uns meses, vai nessa mesma linha, mas com um andamento que varia entre veloz e mid, coberto de sintetizadores que armam a faixa com uma aparência mais contemporânea. Quase uma versão 2016 - e coreana - de Amercian Boy, da Estelle. E como essa é uma das melhores canções da década passada, é claro que é um baita elogio.


O EP já está disponível no Spotify e conta com os dois singles, uma versão acústica de "Don't Come Back" e mais três canções inéditas.


P.S.: Achei o lead single de comeback do Stellar aguado demais em comparação com as demais faixas delas, mas esperarei sair o MV para comentar, diferente do do Hello Venus, que está uma bosta horrível e ignorarei sumariamente. Bjokas.

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