domingo, 10 de julho de 2016

GFriend voltou com 'Navillera', continuam com boas releituras de animesongs


Eu meio que tenho uma tolerância maior com o aegyo de alguns grupos que de outros. Provavelmente, por conta da boa execução, por fugirem um pouco do feijão com arroz de cada dia e trazerem sonoridades um pouco mais rebuscadas. É assim com as viagens etéreas do Oh My Girl, com o synthpop remetente à trilhas de videogames do Lovelyz e com o pseudo peso instrumental roqueiro do GFriend.

Essas últimas acabaram chamando atenção da galera que escuta K-Pop por uma de suas integrantes ser extremamente parecida com a Jessica, na época, recém saída do Girls' Generation. Fora que a canção escolhida para o seu debut era estupidamente parecida com a de estréia das soshis. Logo, as piadas estavam prontas.

Felizmente, as amiguinhas fizeram outros dois comebacks bem competentes, embora parecidos entre si. Porém, a gravadora alertou que essa seria uma nova fase, que elas amadureceriam dos conceitos colegiais infantilizados para seu primeiro LP, LOL, e etc., o que me fez levantar a orelha em atenção para o que viria a seguir...


Para começar, Navillera não é uma reinvenção na imagem e nem dá uma guinada no som do GFriend. Na verdade, temos aqui uma repetição um pouco mais uptempo e descontraída do que elas já apresentaram antes em Rought, Me Gustas Tu e Glass Bead, o que poderia ser uma bosta completa, mas não é - pelo menos em termos sonoros.

 O que impera aqui é aquele mesmo instrumental que mescla synthpop com guitarras e bateria mais pesadas um tanto melhor presentes e colocadas que em outros atos. Os versos são bons, o refrão é grudento e os sintetizadores após ele dão todo um clima idol pop japonês/abertura de anime que é extremamente bem vindo. Na verdade, GFriend como um todo lembra mais o que é feito por grupos no J-Pop que no K-Pop, o que nos leva ao problema disso...


Enquanto trazer o estilo que domina as rádios japas para a cena sul coreana é algo que até me agrada, pois, no K-Pop, os atos tendem a ser mais afinados, com vocais menos estridentes, a imagem pessoal das idols de lá é algo que todos no planeta deveriam fugir. Isso de as meninas parecerem crianças nos MVs, seja pelas atitudes angelicais ou pelos vestuários, é bizarro demais para eu assimilar. E olha que o GFriend faz isso de maneira bem menos forçada e até mais natural que outros grupos.


No fim, fica a sensação de uma outra boa música, mas que acaba perdendo um pouco do brilho pelo videoclipe que disfarça os problemas mentais dos coreanos numa capa de "conservadorismo" recheada de duplos sentidos que em nada é saudável.

Essa capa ridícula hahahahaha

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