sábado, 30 de julho de 2016

ANIME REVIEW | Boku No Hero Academia


Quando eu era uma garotinho novinho, minha mãe trabalhava como babá de um casal de irmãos pseudo-ricos. Por associação, eu acabava passando bastante tempo com eles e uma das brincadeiras mais engraçadinhas que tínhamos era de nos vestirmos como super heróis (com papel higiênico) e enfrentarmos vilões imaginários pelo quintal. Numa dessas, o menino lá escorregou e quebrou o dedinho. E eu fiquei de castigo.

Dramas de infância a parte, usarei esse engate heroico para, opa, trazer mais um review de anime, sendo esse um dos mais comentados do ano: Boku No Hero Academia...


Tem uns animes que, sabe-se lá o motivo, acabam se destacando em temporadas, sendo fortes candidatos a estourarem internacionalmente. Nesses últimos anos, tivemos "Madoka", "Sword Art Online" e "Attack on Titan"conquistando muita atenção no meio otaku e extrapolando de maneira singela para o público geral. Em menor proporção, nos anos seguintes, vieram "Nanatsu no Tanzai", "Yo-Kai Watch", "Tokyo Ghoul" e "One Punch Man". Então, sempre que um desenho japa começa a chamar um pouquinho mais a atenção que o esperado, surgem as especulações.

A bola da vez, no caso, é "Boku no Hero Academia". O anime conta a história do jovem Izuku Midoriya, um garoto que quer se tornar um super herói quando crescer. Até ai, nada de novo na vida, visto todo mundo ter o mesmo desejo quando moleque. O grande porém é o fato de, nessa realidade, seres humanos nascerem com dons especiais e ser um herói é visto como um emprego "normal" - ao menos, tão normal quanto outras atividades que visam salvar vidas.

O problema é que o Midoriya não tem poderes.


Motivo de chacota entre seus colegas - e a população em geral -, o menino sempre teve que lidar com provocações alheias por não ser dotado. Sempre foi taxado como aberração. O que se intensificou com o fato dele seguir seus sonhos e querer ingressar numa escola especializada em formar heróis de alto nível.

Tudo poderia dar errado, mas, como é um shonen, é claro que o garotão arruma uma maneira de conseguir poderes, conquistando o maior herói da atualidade com seu espírito jovem perseverante, que o torna seu discípulo.

Eu até poderia me estender mais na explicação, mas vocês já sabem tudo o que vai rolar, né? Então vamos ao que interessa... Boku no Hero é bom. Ele tem todos os clichês necessários para esse tipo de animação, tanto que, em alguns momentos, é até fácil prever o que vai acontecer. É aquilo da superação do herói (perdão pela tiradinha), com ele tendo uma meta, dobrando a meta se esforçando para atingi-la, sendo treinado por alguém superior, fazendo companheiros em que pode depositar toda sua confiança, lidando com um rival emo pedante recorrente (meio Sasuke, meio Kilua, meio zzzz) que acha ser mais talentoso que todos por... porque sim e quem discordar dele é bobão. Tudo está lá.


Entretanto, há todo um carisma que deixa a trama impossível de ser ignorada. Os personagens, em sua maioria, são divertidos, cativantes e possuem uma certa profundidade. Os poderes são legais e curiosos. Há uma pegada no-sense moderada, sutil, que até me fez completamente aceitar o fato de as pessoas usarem trajes ridículos em batalha. É crível. Rola uma explicação para cada item nas roupas, faz "sentido" dentro daquilo, mesmo não fazendo.

Além de tudo isso, todo o ar "narutesco" da coisa me faz achar que, com mais algumas temporadas na bagagem, esse seria um bom anime para passar aqui no Brasil, com grandes chances de estourar, viralizar, criarem álbuns de figurinhas de chicletes e sei lá mais que produtos. O fato de ele já estar confirmado em mangá a ser lançado aqui pela JBC (me contrata, Cassius Medauar) já é um bom sinal de nicho.


No mais, depois que terminei de assistir Boku no Hero Academia, tive a ligeira impressão de que esse não deve ser o tipo de anime que entrará em listas de melhores do ano por ai, mas que tem gás e possibilidades grandes de continuar sendo exibido e conquistando fãs por anos e anos.

Afinal, não é essa a ideia quando produzem uma animação?

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