quinta-feira, 30 de junho de 2016

ANIME REVIEW | Reikenzan: Hoshikuzu-tachi no Utage


E ai que, com icônicos 3 meses de diferença entre o primeiro post e o segundo, agora que estou de volta, darei continuidade à minha maravilhosa cobertura dos animes que saíram na temporada de inverno - no caso, em janeiro.

Lembram que, ainda em março, eu disse que já tinha assistido mais animações da Poderosa Ilha que em todo 2015? Pois é. O que acontece é que, nesse tempo que estive gravando uma participações especiais para a nova temporada de Malhação de férias forçadas, consegui terminar toda a minha lista que fiz lá no início do ano, já passando agora para a temporada de primavera. Então, nos próximos dias, irei postar minha impressões completas dos que assisti.

E sim, impressões completas, não primeiras impressões com comentários apenas da estréia, que nem esses blogs otakus pedantes aleatórios que acham que podem julgar toda a visão de um roteirista e diretor tomando como ponto apenas um episódio que serve para introduzir o público ao enredo.

No mais, chega de piadas internas e vamos ao que interessa. Após o "continue lendo", confiram meus dois centavos sobre Reikenzan: Hoshikuzu-tachi no Utage.


Sabe um tipo de pessoa que eu não consigo ter paciência? A que acredita que tudo era melhor quando ela estava mais nova. Quantas vezes em seus maravilhosos grupos de Facebook vocês já viram papos semelhantes com "Esse otakus de agora não entendem o que é anime de verdade. Eles não viveram a época da Manchete, mal lembram do Band Kids e, na TV aberta, só assistiram mesmo Naruto."? E para não ficar só no âmbito dos que frequentam AFs Brasil a fora, substituam o "animes" por, sei lá, "músicas", "filmes", "jogos" ou "novelas da Globo reprisadas no Viva de madrugada". Tanto faz. O motivo? Vejo tais pessoas como preguiçosas, ou por não sentarem o rabo na frente de seus computadores para procurar algo interessante atual, ou por não admitirem que não estão mais na vibe de assistirem desenhos japas.

E por que mesmo eu fiz esse parágrafo gigantesco e revoltado acima? Primeiramente, para exercer o meu direito de ser pedante. Fora isso, para mostrar o quanto pessoas desse tipo estão erradas, já que, claramente, temos aqui um anime inteiro nos moldes do que era feito há 20~25 anos atrás e estourava no mainstream.

vários cross-dressing arrasando nos modelitos... 
Reikenzan segue toda aquela estética de animes que víamos na TV aberta aqui do Brasil entre os anos 90 e o início dos 2000, com um protagonista iluminadamente especial e que tem a aptidão correta para salvar o mundo de algo bem cataclísmico que virá no futuro. Mas, isso não faz com que ele tenha um certo grau de arrogância, que será colocado de lado quando encontrar um oponente bem mais poderoso e, então, necessitar treinar com um mestre poderosíssimo, mas que ninguém leva a sério por ser um bêbado com inclinações eróticas. Isso tudo se passando num cenário que pareça ser o futuro, mas com referências ao passado, monstros coloridos e algum tipo de energia que deve ser dominada. E, claro, uma animação com não muitos frames.

Quantas delícias animadas vieram em suas cabecinhas nostálgicas através dessa descrição? De cara, penso em Bucky, Dragonball, Digimon, Hunter x Hunter, Slayers e por ai vai...


Aqui, temos todos esses esteriótipos. O papel do herói/anti-herói cool e sarcástico, que será muito poderoso - caso treine bastante - está por conta do protagonista Ouriku. Vindo de um local misterioso e acompanhado de seu servo andrógino falsiane Ouchou, o cara se destaca numa prova para entrar num mosteiro de eremitas, chamando a atenção dos sábios daquele lugar.

No fim, ele acaba se tornando discípulo do próximo esteriótipo maravilhoso retomado: a voluptuosa anciã eremita Oubu, mente por trás da prova. Entretanto, embora claramente poderosa, a gata não segue a linha puritana dos colegas de bancada, mostrando-se bem mais sacana, assanhada e com tendências a frequentar as reuniões do AA.

Dai pro final, após um salta de dois anos, vemos a rotina de Ouriku após os treinamentos iniciais, com todo o dia a dia dos demais discípulos daquele mosteiro, as mitologias daquele lugar, um pouco das questões políticas do país e cenas de ação com luzes vibrantes.


Assim como os animes shonnen de antigamente, não há muita profundidade nos personagens. O roteiro é montado de maneira simples, de forma que podemos entender e captar as motivações dos personagens em curtos diálogos. É sempre muito claro que o protagonista vai prevalecer de uma maneira ou outra e que suas fraquezas sempre serão eclipsadas pelos maravilhosos pontos fortes exibíveis. E para "caprichar" ainda mais, somos presenteados com uma qualidade de animação bem abaixo do habitual de estúdios atuais - a própria DEEN lançou animes com finalizações mais caprichadas em janeiro.

Contudo, se pararmos para analisar num todo, os defeitos (assim como ocorre com os do Ouriku) se tornam pequenos ao compararmos com a diversão proporcionada. Reikenzan é um anime leve, prático e apto para apreciação descompromissada. E se vocês já forem um pouco mais velhos e, como eu, tiverem vivido a época onde praticamente todas as emissoras nacionais da TV aberta passavam desenhos japoneses diariamente, melhor ainda, já que a carga nostálgica tornará toda a experiência bem mais excitante.

Até a ending melancólica está old school...

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