sábado, 26 de março de 2016

Finalmente... As Meninas Superpoderosas!

 http://www.esquadraolunatico.com/2016/03/finalmente-as-meninas-superpoderosas.html

E ai que, com uma semana de atraso, finalmente pude assistir o primeiro episódio vazado do reboot de As Meninas Superpoderosas. Adoraria ter feito isso antes, mas a irritante vida adulta me impede de ter tempo para sentar o rabo na frente do computador e me inteirar sobre os lançamentos, assim como de ir ao cinema e conferir Zootopia. Porém, já adianto que devo fazer isso nessa semana e meus comentários virão em breve. Já Kung-fu Panda 3... Bom, prefiro prefiro esperar sair em DVD/Blu-Ray.

No mais, vamos aos comentários do comeback de Docinho, Lindinha e Florzinha...

Quem acompanha esse blog há algum tempo sabe o quanto não me entusiasmo com remakes/reboots de animações, já que as chances de manterem o tom original das produções são baixíssimas. Odiei o novo Dragon Ball, achei o novo Sailor Moon bobo demais e, recentemente, fiquei com um pé atrás com Digimon Adventure Tri, que ia bem, mas começou a desandar já no segundo OVA.

Porém, confesso que os sentimentos estavam diferentes com As Meninas Superpoderosas e, pasmem, eu realmente estava empolgado e confiante no que viria. Isso se dá muito pelo fato de, ao longo dos anos, as produções animadas da Cartoon Network terem conseguido manter o mesmo nível de excelência de sua "era do ouro". No caso, a tal era de ouro - em questão de relevância e audiência - é referente ao período entre o final dos anos 90 e a primeira metade dos 2000.

Em comparação, "Hora da Aventura", "Apenas um Show", "Gumball", "Steven Unverse", "Clarêncio" etc. conseguem seguir o mesmo padrão de coerência conjunta, produção e roteiro de outros que são considerados clássicos do canal, como "Vaca e Frango", "Johnny Bravo", "Laboratório de Dexter", "Du, Dudu e Edu", "Eu sou o Máximo" e claro, "As Meninas Superpoderosas", o faziam em suas épocas. O tom politicamente incorreto é semelhante, a pegada mais bizarrinha. Enfim, não teria porquê cogitar algo fora disso.


Felizmente, a delícia está tão boa quanto eu imaginei, com doses certas de açúcar, tempero e tudo o que há de bom!

Como já havia sido adiantado no teaser acima, divulgado pela CN, o episódio mostra as três enfrentando um novo vilão na cidade de Townsville. Autointitulado como Garoto-Homem, o lenhador invade uma feira hippie em que o trio estava presente, utilizando um robô gigante com armadura de madeira. Seu discurso machista/misógino/homofóbico de que a cidade está ficando cada vez menos máscula, visto eventos como aquele, vão de frente contra o que Docinho acreditava.

A propósito, as irmãs heroínas continuam representando bem os seus papéis. Florzinha ainda é aquela que se julga mais inteligente, madura e responsável, Lindinha continua sendo a gatinha kawaii e Docinho a mais energética e agressiva. Bom, na verdade, Docinho está ainda mais energética e agressiva, já que, ao ser chamada de princesa pelo vilão, sua porradaria destrói todo o local.

Garoto-Homem usando barba e xadrez por ser lenhador. Hipsters could never...
Aliais, o tal Garoto-Homem é um bom novo vilão. Tanto em suas convicções, visto não haver mais tolerância nessa vida para pessoas que acreditam que mulheres são inferiores a homens, ou que homens devem seguir o esteriótipo do machão, ou qualquer outra dessas besteiras machistas, quanto por seus "poderes", com uma barba que cresce e toma várias formas. Isso é MUITO Cartoon Network e totalmente adorável.

Vou torcer para que mais pérolas assim apareçam e se juntem aos icônicos personagens antigos. Quero muito o Macaco Louco sendo escroto em 2016, o "Ele" dando pinta, o Fuzzy Confusão reclamando a propriedade dele e a tosquíssima Princesa MaisGrana colocando todos em seus lugares.

O Avatar vem para trazer equilíbrio aos elementos e...
Voltando ao episódio, ele segue mostrando o caminho da Docinho se tornando uma hippie, a fim de controlar sua raiva e etc., o que culmina numa segunda batalha com o Garoto-Homem, que volta ainda mais pedante com um exércitos de monstros bife atacando uma cambada de veganos. É claro que ela fica muito confusa e dá merda no fim, fazendo com que ela reveja seus atos e, então, encontre um meio termo entre seus lados "água" e "fogo".

A sensação final é a de que esse é um ótimo começo para um reboot que ainda promete muito. Os roteiristas já mostraram que não irão se prender ao passado, mostrando do elenco antigo apenas as meninas superpoderosas. Além disso, dá para perceber o quanto todo o pacote está coerente com as animações atuais do canal. Ou seja, temos mais um desenho de alto nível que deve chamar muita atenção no decorrer de 2016.

E que venham mais animações com protagonistas femininas feministas chutando os traseiros dos hómi. Só "Steven Universe", "Ladybug", "Star vs. As Forças do Mal" e "As Meninas Superpoderosas" ainda tá pouco.

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