domingo, 21 de fevereiro de 2016

O final de Gravity Falls foi um bom final, mas não um bom 'final de Gravity Falls'


E ai que, depois de meses de espera, o episódio final de Gravity Falls finalmente está entre nós e, olha que delícia, eu já assisti.

Como eu já havia dito em outro post, demorou um pouco para que essa produção da Disney me pescasse de vez. Eu já tinha conferido alguns episódios aleatórios na TV - e adorado -, mas só vi a delícia do início ao fim no finalzinho do ano passado. E como vocês já devem saber, minha mente explodiu, a Mabel virou minha bias, Grenda virou a dona da porra toda e Gideãozinho ocupa um lugar especial no meu coração como um dos vilões mais toscamente icônicos de todos os tempos.


Definitivamente, adorei todo o clima "adolescentes resolvendo mistérios num limiar entre o real e o sobrenatural" da série, além das inúmeras referências à cultura Pop e, claro, os inúmeros personagens carismáticos que foram desabrochando ao longo das duas temporadas. E o fato de essas aventuras de férias realmente terem um fim deram ao conjunto da obra uma aura verossímil bacana.

Entretanto, seria o episódio final bom o suficiente para todo o desfile de capítulos bons e acima da média que vieram antes?


A grande verdade é que fazer um episódio final em desenhos, séries e etc. é algo complicado. Em geral, tem que haver uma tensão um pouco maior que haveria em uma ocasião normal, além de as perguntas mais importantes serem respondidas e, enfim, delimitarem um "ponto final" que encerre toda a trama, mas. ainda assim, deixe a possibilidade de futuras continuações.

Nisso, a terceira parte do Weirdmageddon não decepciona. De fato, o encontro de Dipper e etc. com o Stan e os sobreviventes na cabana deu aquele gás para irem pra batalha final, além da explicação sensacional para que aquele fosse o único lugar de toda a cidade não afetado pelos poderes dos Bill.

Houve a resolução, com o confronto final em proporções gigantescas, a explicação da lenda que poderia derrotar o triângulo irritante, uma mudança de planos e uma resolução totalmente inusitada.


Teve também a comoção do final com o Stan recobrando a memória através das anotações da Mabel, as despedidas, as resoluções óbvias (Stan e Ford indo viver as aventuras pelo mundo e Soos tomando conta da loja? Poderiam ter caprichado mais na criatividade...), além de um provável engate para uma continuação por conta do bilhete da Wendy, deixando os fãs em frenesi.

Em todos esses pontos, o final foi impecável.

Uma pena que esqueceram o item mais importante, aquilo que tornou a série animada tão icônica em meio a tantas outras: o humor sutil.


Sinceramente, tirando talvez, mas muito talvez, a cena do Gideon explicando que estava condenado a dança de maneira fofa durante toda a eternidade e, vá lá, forçando um pouco mais a barra, os dois tios avôs ameaçando com armas o motorista do ônibus para que ele deixasse o Waddles entrar, não teve absolutamente nada muito engraçado. Foi dramático demais para o tom habitual da série.

A coitada da Grenda só tem alguns segundos de tela e o momento dela nem é tão memorável quanto poderia ser um momento da Grenda...

faltou o beijo...
Não que tenha sido ruim, pelo contrário, é um bom final. Entretanto, genérico e incompatível com o nível de qualidade excelente da animação. Eu não o colocaria, por exemplo, na minha lista dos 10 melhores episódios.

by: Matheus Godoi
E será que haverá um próximo verão? Torço para que sim, num futuro. O que importa é que Gravity Falls ficará para sempre na memória dos fãs como uma das produções animadas mais bacanas desses últimos anos.

O último episódio, assim como todos os outros, muito mais legais e icônicos que esse final, pode ser assistido e baixado, legendado em português. lá no maravilhoso site Gravity Falls Brasil...

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