terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MOVIE REVIEW | O Bom Dinossauro


E ai que eu vi O Bom Dinossauro, o mais novo filme dos estúdios Pixar, que já tinha sido lançado lá nos EUA no feriado de Ação de Graças e, sabe-se lá o motivo, mesmo com toda uma cultura de pirataria na internet, só chegou ao Brasil na quinta-feira passada (7).

Oficialmente, essa é a primeira resenha de filme nesse ano, já que os respectivos comentários de As Memórias de Marnie e Minions eram daquela maratona de fim de ano que eu havia lhes prometido - além de eu estar completamente ignorando a existência de Hotel Transilvânia 2, pois, para resenhá-lo aqui eu teria que revê-lo e... Bom, quem quer rever Hotel Transilvânia 2?

Enfim, sem mais enrolações, vamos ao que rolou de melhor e pior em mais uma produção hypada da Disney: O Bom Dinossauro.


Antes de tudo, eu realmente gostaria de entender o que levou a Disney a distribuir esse filme pelo resto do mundo com um atraso tão grande em relação à estreia nacional. É, no mínimo, estranho em um mundo onde uma boa maioria do público que consumiria tal produto tem acesso à internet e meios de descobrir não só spoilers - dado por pessoas que já assistiram, blogueiros e sites grandes -, mas ao filme de fato. Fiz uma pequena pesquisa antes de começar essa matéria e encontrei o longa para download disponível em todos os sites grandes de torrents.

Entendo que a tática deles era pegar o público americano numa data especial para eles - o lançamento foi no Dia de Ação de Graças - e o resto do mundo no período de férias escolares. Mas, por que não deixar apenas nesse período de férias para todos?

Além disso, em um período onde muito dos consumidores de mídia Pop dão créditos a premiações, como Oscar, Globo de Ouro e toda essa baboseira, o que leva a Pixar a lançar dois filmes em um mesmo ano? Logicamente, ao menos um deles não seria premiado. E ao assistir o filme e compará-lo com o seu concorrente de casa, o Divertida Mente, fica claríssimo o quanto O Bom Dinossauro é o lado mais fraco dessa corda.


Como eu já esperava por conta dos inúmeros trailers lançados, todo o cenário e seu detalhamento é sensacional e realista, fazendo um contraponto muito bem bolado com o aspecto "infantil" dos personagens. É como se cada um dos dinossauros, na verdade, fossem brinquedos gigantes em meio aos ainda maiores espaços naturais. O problema é que... É só isso que me agradou de verdade em todo o longa.

Dando uma breve sinopse, o desenho conta um pouquinho sobre como seria a vida na Terra caso os dinossauros não fossem extintos. Há um tipo de "evolução" ocorrendo com os répteis, sendo eles os dominantes daquele local. Os herbívoros desenvolveram técnicas de agricultura, construindo fazendas, moradias e locais de conservação para o que é plantado. Já os carnívoros, alguns desenvolveram a pecuária, cuidando de gado e pastoreando, outros se tornaram ladrões e roubam os mamíferos alheios, há até "religiosos" que acreditam que o alimento é dado por uma divindade.


Nisso tudo, temos o protagonista Arlo, um pescoçudo (não me julguem por chamá-lo assim, eu adorava Em Busca do Vale Encantado) que quer conquistar o respeito de sua família trabalhando em sua fazenda. O problema é que, por conta de seu tamanho e fragilidade, ele tem muito medo de tudo. Dai, quando ele precisa capturar a criatura que está roubando a comida de seu celeiro, em vez de matá-la, ele a liberta.

A criatura era um ser humano (sim, humano, não um homem das cavernas ou neanderthal, os dinossauros sobreviveram até surgirem os humanos) e, por tê-lo soltado, várias coisas acontecem e o dinossaurinho acaba se vendo muito longe de seu lar, precisando viajar por todo aquele lugar ao maior estilo western tendo o garotinho como seu pet.

Claro que nesse meio tempo ele enfrenta vários desafios que o fazem se tornar mais maduro e pronto pra vida, sem medos, com mais experiências e todo aquele drama emocional que as produções da Disney sabem nos passar, com uma mensagem linda ao final. Mas, quem se importa com isso?


A verdade é que, infelizmente, nenhum dos personagens principais ou secundários tem carisma o suficiente para serem lembrados. Os momentos em que a dupla encontra outros dinossauros servem de  escada para que o Arlo cresça e "aprenda com a vida", mas tudo não poderia ter sido de uma maneira menos, digamos, óbvia? Bandidos que parecem ser bonzinhos na primeira vez que aparecem, um trio de tiranossauros cowboys badass mothefockers e um grupo de ladrões com penas que aparecem por, sei lá, 3 minutos apenas para que ele aprenda a brigar? Vocês já foram mais sutis em seus roteiros, Pixar...

E isso de uma amizade entre animal e homem há milhares de anos atrás já foi muito melhor explorado em filmes bem mais interessantes em tempos onde não havia tanta tecnologia para a finalização da animação, então precisavam caprichar ainda mais em todos o resto, tal como...


No final, o que fica na boca é o gosto de que poderia ter sido melhor. Não chega a ser um filme ruim, muito pelo contrário, é ótimo para assistir descontraído e se divertir durante uma hora e meia. Porém, O Bom Dinossauro não tem o mesmo impacto que outros marcos da animação vindos da Pixar, como Toy Story, Procurando Nemo, Wall-E e Os Incríveis. Também não chega a ser ofensivamente ruim, tipo Up - Altas Aventuras e Valente, permanecendo num meio termo de... Indiferença?

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