segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MOVIE REVIEW | Minions


E ai que já é 2016 e eu não terminei aquela série de matérias dando os meus dois centavos sobre o que rolou no cinema da animação ano passado. O bom é que eu to com tempo de sobra para colocar isso em dia, então, até o fim da semana, os filmes restantes serão comentados por aqui.

"O Bom Dinossauro" e "Peanuts" estreiam nas próximas semanas e, até o final do mês, as reviews já devem sair. "Shaun, o Carneiro" só quando eu achar uma maneira de assistir.

Hoje, vamos para a maior febre de 2015: os amarelos, adoráveis, inigualáveis, épicos, bombásticos e sensacionais Minions.


Infelizmente para alguns - e felizmente para mim, que adoro esses seres amarelos -, Meu Malvado Favorito vem sofrendo, em menor proporção, um problema parecido com o de Madagascar: a franquia, mesmo sendo bem mais nova, teve um primeiro longa de tanto sucesso que vários subprodutos apareceram - e aparecerão no futuro. No caso, em menor proporção mesmo, já que esse é apenas o terceiro filme da marca. Como conselho, assistam o primeiro, já que é maravilhosamente divertido, pulem o segundo, já que é uma merda completa, e, por fim, vejam essa delícia que é Minions.

Entretanto, não cometam o erro de procurar uma grande profundidade em seu roteiro, já que ele não está lá para isso. O longa-metragem é, única e exclusivamente, feito para a diversão. Que bom que a maioria das pessoas ao redor do planeta entendeu isso e comprou a ideia, pois, até agora, esse é o dono da 11ª maior bilheteria de todos os tempos, além de ser a 2ª maior de uma animação - Frozen permanece implacável na primeira posição.


O filme conta a gênese dos personagens amarelos. Nele, podemos observar a obsessão dessas criaturinhas ao longa de todas as eras existentes em buscar um líder soberano e portador da maior de todas as maldades a quem possam servir. A maneira como isso é contada, demonstrando o quanto eles, na verdade, contribuíram para que os maiores vilões da história fossem derrotados é genial.

O tempo passa até chegarem em 42 anos antes da "era Gru", onde eles vem para o ocidente em busca de um novo mestre. Quem ocupa essa posição, dessa vez, é a afetadíssima Scarlet Overkill, atual maior vilã de todos os tempos, celebridade e modelo a ser seguido em malvadeza.

Todos os momentos do longa são sensacionais, desde a já citada história explicada dos Minions até a viagem de Kevien, Stuart e Bob na estrada em busca de um mestre, os momentos de serventia à Scarlet, os momentos de "traição" por parte do trio, enfim, tudo vem num tom ainda mais carregado do que é mostrado nos dois primeiros filmes. Aqui, temos toda aquela emoção das cenas com eles - as melhores de Meu Malvado Favorito, convenhamos - em formato de filme. O que esperar além disso?


Sei que isso gerou a reclamação de algumas pessoas que esperavam momentos introspectivos e lições de vida dentro do longa, mas, o que mais me agradou foi justamente essa delícia ser desprovida de qualquer seriedade ou pretensão de querer mudar a vida os espectadores. É uma história com início, meio e fim, repleta de momentos de pura estupides e humor pastelão. Aposto que os roteiristas beberam muito da fonte dos três patetas, fazendo com que os Minions soassem como uma versão ainda mais contemporânea que os Animaniacs foram há anos atrás.

Não é a toa que, atualmente, para onde olharmos, vemos Minions. Pelúcias, camisetas, bonecos, mochilas, brindes de lanches, adesivos, charges, sátiras... A cor amarela não será por um bom tempo associada a outros personagens.


Enfim, assistam essa maravilha. Nunca um filme de capangas secundários me foi tão divertido quanto esse. Uma pena que os velhotes do Oscar não perceberam a beleza nesse longa. Mas, como levar a academia do Oscar a sério, né?

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