segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MOVIE REVIEW | Os Pinguins de Madagascar


Faltam poucos dias para 2015 chegar ao fim. Então, melhor eu dar uma acelerada na periodicidade dessa icônica série de posts comentando alguns dos longa-metragens animados que vieram ao mundo nesse ano.

Como eu já venho dizendo, isso não será um panorama de tudo o que rolou de lançamento, já que não olhei "Shaun, o Carneiro" enquanto estava nas salas de cinema daqui, além de não ser possível eu comentar alguns que já estão em circuíto fora daqui, mas não chegaram ao Brasil, tipo "The Peanuts Movie", "O Bom Dinossauro" e "Ajin".

Dessa vez, vamos ao longa mais ignorado do ano, não estando presente e nenhuma das listas de premiações ao redor do planeta, embora merecessem bem mais que alguns outros: Os Pinguins de Madagascar.


Bom, para começar, coisas devem ser explicitadas: Madagascar fez um puta sucesso há uns 10 anos atrás, foi uma febre. Uma porrada de gente assistiu no cinema e repetiu várias vezes, o que fez com que - assim como quase toda franquia da DreamWorks -, inúmeros outros subprodutos viessem dali, incluindo não só as duas continuações ofensivas, como as animações não canônicas para a TV, sendo a mais famosa a que tem os quatro pinguins como protagonistas.

Outra coisa é que, além do fato de essa já ser uma franquia razoavelmente desgastada por tudo o que já citei acima, há ainda o problema de pinguins já terem sido usados como temática para diversas animações, sendo que uma delas está no meu top de filmes favoritos da vida, tamanha a sua grandiosidade. Logo, fica difícil arrancar algo de original e proveitoso dai.

O bom é que Os Pinguins do Madagascar nem tentou isso, entregando o bom feijão com arroz toscovilhoso que todos esperávamos.

kkkkkkkkkkkkk
Tudo o que aqueles que assistiram Madagascar na década passada mais queriam (eu incluso nisso, sou fã de muita coisa, não me condenem) era saber o que se passava por trás daquela equipe de pinguins muito mais interessante que os protagonistas do filme. As criaturas agiam como se fossem agentes secretos, sabiam várias artes marciais e traziam os bordões mais icônicos do desenho. Foda-se "Alex, o leão", Capitão, Kowalski, Rico e Recruta eram os meus heróis a maior graça do longa.

Se tais respostas não vieram na animação pra TV apenas tolerável que não seguia a linha imposta pelos filmes, um longa-metragem era tudo o que se fazia necessário para saciar os fãs enlouquecidos... Tá, eu sei, devo ser o único fã desse quatro, mas eu não estou nem ai, pois o filme me deu tudo o que eu queria e esperava há anos.

Quer dizer, como lidar com a mistura de fofura e ação tosca dessa cena de abertura?

- Olá, vocês são a minha família? *¬*
- Não. Você não tem família e provavelmente irá morrer. 

Após isso, eu pude sentar e relaxar, pois sabia exatamente qual seria o tom adotado pelo longa.

O roteiro segue acontecimentos após o horroroso terceiro filme, aquela bosta em que eles fogem com o circo. Os pinguins acabam presos em uma armadilha do supervilão Dr. Octavius Brine, que deseja retirar toda a fofura dos pinguins do mundo por conta de problemas de seu passado. Entretanto, eles são "auxiliados" pelo Vento do Norte, uma força-tarefa de elite disfarçada entre espécies que é dedicada a ajudar os animais indefesos que não podem ajudar a si mesmos. Então, as duas equipes devem se juntar para salvar o mundo.

Querem um enredo mais deliciosamente datado e evocativo de filmes de espionagem que esse?

Segura essa vilania na sua cara...
O desenho é repleto de momentos épicos, como os quatro pulando de um avião, onde o traseiro do Recruta começa a pegar fogo, a parte onde eles se veem intimidados pelos gadgets ultratecnológicos do Vento do Norte, a perseguição de barco na Itália capaz de tirar o fôlego com aqueles polvos bizarros, o Recruta servindo como fonte para que as coisas voltem a ser fofas. É sério, a temática pastelona definitivamente funcionou aqui.

Por isso, eu apenas reviro os meus olhos em tédio com a crítica negativa dada pelo The Wrap antes do longa estrear aqui e com a maneira como vários outros veículos nacionais se basearam em matérias de fora como essa para completamente ignorar a existência do longa.

Recruta sendo mais poderoso que seus personagens favoritos,,,

Os Pinguins de Madagascar dá o que é prometido. É uma aventura "engraçada e eletrizante", satirizando todos os filmes de espionagem que as pessoas levam a sério, além de dar uma refrescada numa franquia que há MUITO tempo não trazia coisa boa na DreamWorks.

Goste ou não de Madagascar, tendo ou não já visto qualquer coisa disso, assistam essa animação. Garanto que todos vocês terminarão com, pelo menos, um sorriso no rosto.

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