terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MOVIE REVIEW | O Pequeno Príncipe


Olá, pessoas que lutam para não se tornarem adultos que esqueceram do quanto é bom ser criança. Como estão? Espero que bem...

Conforme os dias passam, mais próximos estamos de 2016. Então, continuaremos com a nossa tão aclamada e apetitosa série de postagens comentando alguns dos lançamentos do cinema de animação em 2015.

Já sabem das regras né? Só filmes que foram exibidos aqui no Brasil nesse tempo e/ou que eu tenha tido a oportunidade de assistir de alguma outra maneira.

O primeiro comentário de hoje vai para o longa-metragem mais injustiçado pelas premiações desse ano. O fabuloso, curioso, criativo e sensível O Pequeno Príncipe.


Antes de tudo, vamos a uma reclamação: Por que diabos essa belezinha não está nem na lista de pré-indicados ao Oscar? Eu consigo entender terem ignorado Os Pinguins de Madagascar, que é maravilhoso para a franquia, mas não traz nada de novo para o cinema em geral, fora algumas divergências com datas de lançamento, mas, porra, qual o motivo cabível dessa obra de arte não está figurando a opinião das academias aleatórias lá dos EUA? O longa foi lançado por lá e, provavelmente, é MUITO superior em qualidade quando comparado a quase todos os outros de 2015.

Por essas e outras, não consigo respeitar tais premiações. Os norte americanos tem essa mania de achar que tudo o que eles fazem é melhor, só que isso nem sempre é verdade. Enfim, choramingos à parte, vamos ao filme.


O Pequeno Príncipe foi um dos troços mais lindos que assisti esse ano.

O grande acerto do diretor Mark Osborne - que já tinha no currículo alguns outros longas populares, como Kung Fu Panda, Montros vs Alienígenas e o primeiro do Bob Esponja, em minha opinião, foi estabelecer o que nele era "realidade", o que era "fantasia" e em que momento exato ambos os cenários iriam se convergir.

O que acontece é que o desenho não adapta o clássico adorado pelas misses do autor Antoine de Saint-Exupéry de forma literal - como já haviam feito inúmeras vezes. Aqui, em vez disso, temos uma história que é afetada pela história do livro.

O filme é sobre uma menina que é forçada pela mãe a desejar crescer mais rápido. Sua mãe obriga que ela estude o máximo para poder frequentar a melhor escola da cidade, controla absolutamente tudo em sua vida, traçando metas que devem ser cumpridas durante o dia, semana, mês, ano, década... E a garota parece ter se adequado a isso. Entretanto, ela acaba por falhar no teste de admissão lá no colégio, fazendo com que sua mãe siga um plano B, mudando-se para o bairro onde ele está (Nos EUA tem muito disso, de as escolas terem que reservar vagas para moradores das redondezas). A partir dai, a garotinha começa a ter contato com o quase insano velhinho da casa ao lado, o aviador.


O velho começa a lhe contar a história do pequeno príncipe, de seu pequeno planeta e de tudo o que rodeava seu pequeno universo. Para ilustrar esse mundo fantasioso, a animação que antes era CGI, agora passa a ser em stop-motion, culminando num paralelismo assombrosamente lindo.

É nesse momento que, junto com a menina, temos contato com os elementos primordiais que serviram se inspiração para muito ao longo dos anos. A metáfora do amor com a rosa, a metáfora da amizade com a raposa, a metáfora da viagem que é a morte com a cobra.

No fim, após certos acontecimentos, temos a criança indo em busca do Pequeno Príncipe em seu universo. Nessa pequena viagem, vemos como a vida adulta pode se tornar horrível através dos elementos que antes estavam apresentados no cenário - como as estrelas sendo sugadas para o aspirador de pó e os prédios nos globos de neve dados de aniversário pelo pai dela. E, céus, esse momento onde ambos os universos se encontram, se fundem, a mistura do 3D com o stop-motion, o príncipe virando CGI... É tudo tão lindo e emocionante.


O roteiro em si é todo montado para que a emoção prevaleça sobre a comédia com muita vantagem. A relação da menina com o velhinho, mostrando que a infância deve ser vivida como infância e não como um caminho para ser adulto é sensacional. Visualmente, é só repararmos no quanto o cinza e branco dos cenários mudam drasticamente prum colorido cintilante a partir do contato dos dois. Aquele mundo tem energia, tem vida, música, luz.

O Pequeno Príncipe é um puta filme. Não é uma cópia para as telonas do que está no livro, nem uma recriação, sim uma adaptação fantástica usando os contos como fio condutor de uma história lindíssima que não foge em nada da temática pretendida: a perda da infância.


Por tudo isso, não consigo levar a sério algumas matérias de "críticos especializados" que foram divulgadas na época da estréia aqui no Brasil. Me dá muita preguiça ver argumentos quase idênticos em sites como Omelete e G1, apontando a métrica do longa como defeito, dizendo que eram três filmes em um só e que apenas um deles prestava. Será que entenderam mesmo a mensagem passada ou será que esses se esqueceram da infância?

Assistam. Assistam! ASSISTAM!!11!!1ONZE1!!


É o segundo melhor filme de animação de 2015. O primeiro? Eu comentarei em breve...

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