sábado, 26 de dezembro de 2015

MOVIE REVIEW | Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água


Olá, meus queridos. Comeram muito peru nesse natal? Particularmente, já estou naquela fase onde não aguento mais ver na panela o que foi servido, visto o tanto que já me empaturrei com aquilo. Besteiras minhas à parte, vamos continuar com a nossa épica jornada comentando alguns dos filmes de animação que foram lançados em 2015.

Lembrando de enfatizar que não poderei fazer um panorama completo de tudo o que foi feito em 2015, visto que algumas das produções que estrearam nos EUA e fora de lá (tipo Peanuts, O Bom Dinossauro e Ajin) ainda não chegaram nas salas daqui, além de eu ter dado bobeira nos meses passados e não ter visto certos filmes, tipo Shaun, que não encontro disponível por ai em nenhum meio.

Dito isso, vamos ao longa-metragem mais bosta do ano - o que não significa que seja ruim -, que conquistou mais haters e comentários por estar na lista de pré-indicados ao Oscar que qualquer coisa em relação a sua promoção: Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água.



Vamos já deixar algumas coisas claras de início: Sou fã do Bob Esponja, sempre adorarei esse troço amarelo toscovilhoso e todo o seu universo criado no fundo do mar, com uma sociedade de onde os peixes são os normais e as demais espécies (lulas, caranguejos, estrelas do mar, camarões, baleias e etc.) são os que chamam atenção. Sei lá se é porque, desde criança, eu via o quanto é legal celebrar as diferenças e buscar uma unidade em meio aos outros, fazendo com que a semiótica disso tudo me pescasse, ou mesmo porque a risada do Bob Esponja é legal. Provavelmente é pela segunda opção.

Se por um lado toda a fama e mais de uma década de exibição do desenho ajuda - e muito - na sua divulgação, visto já ter toda essa penca de fãs que irão assistir qualquer coisa que sair (eu incluso) e já ter um plano de fundo para qualquer roteiro que possa ser colocado, por outro, isso é um grande problema, já que, quase nada, soa fresco e novo em relação a série.

Acreditem, esse é o Antonio Banderas
Como já haviam feito antes em alguns especiais do programa para a TV, o longa mistura cenas de animação com live-action. O enredo gira em torno da história contada pelo pirata Barba Burguer (interpretado pelo irreconhecível Antonio Banderas) através de um livro mágico de histórias. E, justamente, a história é sobre a Fenda do Biquíni e como seria o seu fim.

Tal fim vem pelo meio mais ridículo de todos: a extinção dos hambúrgueres de siri. Tudo ocorre, aparentemente, por um plano do Planckton, que quase consegue roubar a receita do lanche de dentro do cofre do Siri Cascudo. Bom, mais ou menos. Na verdade, a receita ~magicamente~ some no ar.

Os moradores da Fenda do Biquíni querem crucificar o vilão por conta disso, mas o Esponja sabe a verdade e o protege, virando todos os outros personagens contra a dupla - e transformando o fundo do mar numa versão animada de Mad Max. Dai, a história foca nos dois tentando recuperar a fórmula secreta e, enfim, salvar o dia.

Mad Max: A Fúria do Hambúrguer
O filme tem deliciosos pontos fortes, como a já citada referência a Mad Max. Vocês não imaginam o quanto eu ri com o Siriqueijo num visual sadomasoquista. A máquina do tempo feita com objetos improváveis e todo o processo que a viagem leva fazendo referência ao uso de LSD ao som do grupo NERD é divertidíssimo. Fora isso, nos deixar com aquela pulga atrás da orelha de que aquele universo é, na verdade, apenas uma história contada em um livro e que o Bob Esponja é um personagem conhecida na Terra é, no mínimo, interessante.

O icônico golfinho que vigia todos direto de um prisma espacial ♥
Infelizmente, os pontos fracos prevalecem. Se pararmos para pensar, é como se aquilo tudo fosse só mais um episódio, não há muita genialidade no enredo - pelo menos não quando comparada a série de TV, estando num nível igual. O pior de tudo é quando eles, de fato, saem da água e se tornam os heróis. O 3D por cima das cenas live-action não conseguiu me convencer. Toda a cena deles na praia é datada e cheia de piadas manjadas. Não há graça, mesmo para o tom naturalmente tosco da franquia.


O filme funciona bastante para o público infantil (o qual é voltado, né) e também para os fãs do Bob Esponja que não esperam muita evolução do que já assistem há anos na TV. Estou nesse segundo grupo. Se vocês também estiverem, recomendo uma olhada. Caso não façam parte, passem longe.

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