quinta-feira, 26 de março de 2015

o super choque dos novos 52

 http://esquadraolunatico.blogspot.com/2015/03/o-super-choque-dos-novos-52.html

Boa parte do público de HQs atual, salvo raras exceções, deve ter conhecido o Super Choque através do desenho animado que passava por aqui no SBT, certo? Incluindo-nos nesse grupo, sempre piramos com as aventuras do Virgil Hawkins na luta contra os meta-humanos, cujos poderes iam desde a capacidade de criar chamas, armas brancas energizadas e esticar-se como borracha, até a de se tornar uma sombra completa, ou uma harpia, ou mesmo uma bactéria gigante.

Enfim, em minhas viagens deste ano por quadrinhos dos Novos 52, encontrei uma nova forma de apreciá-lo. Sem qualquer conhecimento prévio de arcos anteriores, portando apenas a bagagem da animação, pude imergir completamente naquele universo. 

Nesse conjunto de quadrinhos, nosso herói adolescente se muda para Nova York em busca de um recomeço para sua família, visto as inúmeras coisas terríveis que precederam aquilo - cujo as quais eu não irei revelar aqui, mas que são facilmente explicadas ao longo do enredo. 

Ver o Super Choque estupidamente poderoso, mais treinado e amadurecido que antes é algo excepcional. Há uma quase amargura que chega a justificar todos os atos cometidos por ele. O fato de ele ser um pretenso gênio estudantil também ajuda no uso de seus poderes, optando na maioria das vezes por uma vertente mais científica que brutal ao enfrentar seus inimigos. Já sua trama familiar é tão intensa que, por si só, já daria um arco completíssimo. 

Outra cidade, outros vilões. O cenário de NY "desprotegida" quase soa engraçado, mesmo que nela ainda residam o Gavião Negro e o Capitão Átomo. Mas cabe ao Virgil cuidar da parte mais suja, das gangues sedentas por poder e controle, dos líderes (muito) bizarros delas... 

Se pararmos para avaliar todo o contexto e a forma que tudo é contado, há até uma semelhança com o estilo dos videogames, onde abrimos caminho entre capangas mais fracos até chegarmos ao chefão da última fase. Acrescentem à jornada falas inteligentes, bom traço e plot twists.

Em certos momentos, cheguei a sentir um pouco de falta dele em Dakota, quis imaginar como seriam essas revistas, mas é nítido que (lá vem clichê) Dakota nunca saiu dele. 

"Sabe como garotos que crescem pobres não sabem que são pobres? Sem nada para comparar, a vida simplesmente é assim. Então, mesmo que eu saiba agora como Dakota era, eu ainda amava o lugar."

Por fim, sugiro que deem uma conferida nas histórias do cara. É uma abordagem heroica um pouquinho mais diferenciada e extremamente interessante - principalmente para os fãs das animações da DC de anos atrás.

Um herói que sabe o que é estar do outro lado

"Mas por enquanto, me deixe ajudar. É isso que eu faço."

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