segunda-feira, 16 de março de 2015

o fim de naruto

http://esquadraolunatico.blogspot.com/2015/03/o-fim-de-naruto.html

Não tenho tanto tempo de estrada quanto muita gente de blogs especializados e outros sites da internet, assim também como não tenho tantos anos de idade assim...

Acompanho também os relatos de pessoas mais experientes, aqueles "velhos anciões da internet", que taxam algumas obras como clássicas: filmes de Hollywood, séries americanas, HQs, livros, novelas etc. O que chega do oriente (quando não é solenemente ignorado), se resume aos conhecidíssimos: mangás, tokusatsus antigos e animes. Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Jaspion, Jiraya e Sailor Moon, todos são fascinantes de maneiras diferentes, embora sejam de épocas anteriores a minha - e já chegaram a mim como "clássicos".

Entretanto, acompanhei a ascensão de uma lenda (um novo clássico): NARUTO.

Sim, meus caros, depois de 15 longos anos e 700 edições cheias de altos e baixos, o mangá do Masashi Kishimoto finalmente teve um ponto final. Um feliz alívio para todos os fãs.

Como não levar o Time 7 para sempre?

Se um de vocês passou a última década em Saturno (ou gosta de repetir "Não vi e não gostei"), aqui vai o resumo do plot: Naruto conta a história do jovem de mesmo nome que reside em Konoha, uma das grandes vilas ninja espalhadas pelas Nações. Marginalizado por outros moradores por guardar dentro de si selado o espírito da poderosa Raposa de Nove Caudas, ele cresce, se torna um ninja, faz missões, amigos, aliados, salva o mundo... Sabem como é, né?

A estória desses ninjas começou a fazer parte de mim quando ganhei uma edição da revista Ultra Jovem. Dentre os inúmeros assuntos abordados naquele fascículo estavam as aventuras de Sasuke, Sakura e cia. A franquia ainda não havia estourado no Brasil, mas despertou minha curiosidade logo de cara por se tratar de ninjas "contemporâneos". Decorei as fichas dos personagens, sinopses e resenhas. Aprendi a desenhar aqueles caras, mostrei-os para os meus amigos do Ensino Fundamental - que ignoraram num primeiro momento, mas viraram fãs assim que o anime se tornou moda -, pesquisei mais sobre o assunto nas lan houses da vida.


Assistindo aos primeiros episódios, algo mudou, foi fortalecido. Tornei-me mais Otaku do que já era. Descobri que um dos personagens que apareciam na revista, o que eu mais gostava de desenhar, era na verdade o grande vilão que eles enfrentam na primeira missão, o Haku. Toda a profundidade daquele ninja exerceu uma atração quase magnética entre eu e a obra. Haku era um shinobi andrógino renegado de outra vila. Mais que isso, fazia parte dos caçadores anbu dela, usando uma máscara, agulhas que impediam os movimentos dos adversários e uma técnica capaz de congelar o ar em volta, criando espelhos de gelo por onde ele transitava tal como numa dimensão bizarra.

Entretanto, como raramente acontece, por trás de toda aquela "vilania" existia, sim, uma razão. No fim, me vi torcendo por ele. Quando achei que ele iria para o lado dos "heróis", ele subitamente... morreu. Por uma motivação "nobre". Sim, todas as aspas são propositais, pois simplesmente não havia um lado certo ou errado naquilo tudo. Naruto nos fazia pensar em todos os pontos de vista, sem que nos culpássemos por, de vez em quando, torcermos contra a galera da Folha. 

E os anos se passaram. O anime começou a ser exibido por aqui na Cartoon Network e, logo mais, no SBT, estourando nacionalmente. Nessa época, me aventurei por escrever fanfics desse universo em uma comunidade do Orkut - algo bem divertido, recomendo a todos. 

E tudo foi mais a fundo no mangá. Várias missões, motivações, personagens ainda mais complexos, poderes e segmentos malucos, mortes, vidas após a morte, vidas voltando da morte, animais gigantes que falam, Akatsuki e toda a sua obscuridade regada a cadáveres, cabeças falantes, pessoas feitas de papel, outros com vários corações costurados no peito, marionetes e mais cadáveres, argilas explosivas, plantas humanoides de duas cores... Um Universo fantástico interminável para Ray Bradbury algum colocar defeito.


Ao fim, o meu personagem favorito voltou a aparecer algumas vezes, seja como zumbi na guerra ninja ou como motivação para o grande herói nos últimos momentos, como um dos que deram a vida para o mundo ser o que é atualmente. 

Não sei se alguém ficou insatisfeito com o desfecho final. Todas as pontas soltas foram amarradas, tudo foi concluído. Eu não poderia esperar algo diferente.

Tudo ocorreu de forma que Naruto se tornasse o que é agora. O mangá terminou e será um clássico, uma referência para os futuros otakus, escritores e nerds. Quanto a mim, agora posso dizer que fiz parte de uma era épica para a história do mangá japonês.

http://i.imgur.com/fWL0h5C.jpg
Minha máscara do Haku, pois sou fã a esse ponto.

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